PODERIA ME PERDOAR ?(2019): “MELISSA MCCARTHY REVELA UMA OUTRA FACE NAS TELONAS”

Por Larissa Figueiredo

 

O longa, baseado em uma história real, relata a vida da renomada jornalista e escritora Lee Israel (Melissa McCarthy, das comédias “As bem armadas” e “Caça – fantasmas”) durante os anos 70 e 80. Em um determinado tempo conturbado de sua vida, Lee começa a forjar e vender cartas falsificadas de falecidos artistas e autores de sucesso com o apoio do melhor amigo e parceiro de crime Jack Hock (Richard E. Grant, de “Logan”).
Dirigido por Marielle Heller (Diário de uma adolescente), com o roteiro de Nicole Holofcener e Jeff Whitty, a obra biográfica sobre a trajetória de Israel apresenta muito bem momentos tensos e de comédia dando certos toques de leveza no enredo, principalmente como é tratada a questão da orientação sexual da protagonista, a sua personalidade difícil, o modo como lida com as pessoas no seu meio social e a doença de Jack. A fotografia com os tons frios, feita por Brandon Trost, não é de se “jogar fora”. Acrescenta-se ainda, a trilha sonora de Nate Heller que mais uma vez entra em parceira com a diretora.
@Divulgacao Fox Film
Bom, encontrar Melissa McCarthy fazendo um papel dramático, fugindo do habitual cômico, sinceramente surpreende. Não que ela seja uma má atriz, pelo contrário, McCarthy foi muito bem, diga-se de passagem. Neste caso, constatamos que ela, sendo uma comediante, consegue sim fazer drama mesmo tendo sido indicada ao Framboesa de Ouro (premiação que elege todo ano os piores de Hollywood) pelo Os Crimes de Happytime. O ator Richard E. Grant também fez um excelentíssimo trabalho chamando a atenção com seu personagem todas as vezes que aparece em cena e além disso, contamos com as aparições de  Christian Navarro (13 reasons why), Marc Evan Jackson (Jumanji: Bem vindos a Selva), Joanna Adler (Lista negra) e Julie Ann Emery (Better Call Saul) somando mais qualidade à trama.
No conjunto, o trabalho teve tanto êxito que já levou indicações ao Oscar de 2019 de Melhor atriz, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado. De uma maneira geral, o filme merece que você faça um intervalo durante o seu dia para assisti-lo.

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