PAI HERÓI

Por Renato Alves 

Como fã de novela antiga, adquiri em DVD, a trama que foi protagonizada e construída pelo talento de: Tony Ramos, Elizabeth Savala, Paulo Autran e Glória Menezes. Pai Herói foi idealizada pela eficiente e criativa Janete Clair teve a direção de Walter Avancini, Roberto Talma e Gonzaga Blota. Ou seja, somente mestres da teledramaturgia participaram dessa perola que construía uma trama envolvente, cheia de reviravoltas e onde o mocinho tem uma dura batalha para definir com princesas irá ficar seu coração.  Uma novela que me conquistou e por diversos momentos me deixou com o coração apertado. Todo tipo de emoção é apresentada e vivida pelo público: ansiedade, romantismo, alegria, superação.

A novela foi exibida de 29/01/1979 a 18/08/1979 e possuiu 178 capítulos. Aém da famosa música de abertura, apresentada na voz de Fábio Júnior, destaco também a fotografia que faz um belo trabalho de closes e consegue um resultado digno de aplausos. Outros elogios, sem dúvida, irão para a abertura, arquitetada em quebra cabeça, que simboliza de forma poética e sentimental a luta do protagonista para encontrar seu pai e salvar a honra deu progenitor.

A trama, apaixonante, é inovadora em alguns pontos: na última semana da novela, César Reis (Carlos Zara) é assassinado. Entre os principais suspeitos estavam Walkíria (Rosamaria Murtinho), Hilário (Reinaldo Gonzaga), Bruno Baldaracci e Gustavo Gurgel (Cláudio Cavalcanti). Mas a autora decidiu ousar e deixou no ar o suspense sobre a verdadeira identidade do assassino. Outro fato que merece citação para o roteiro é a fuga do vilão Bruno (Paulo Autran) que deixa a “justiça” a ver navios, assim como aconteceria em Vale Tudo.

Pai Herói é uma saga de um homem só. Mas, ao mesmo tempo é um espelho universal dos homens de bem. De suas lutas diárias. De seus amores. De suas paixões. Suas vitórias, desafios e conquistas. Pai Herói representa um pouco do que não existe na sociedade atual fora das novelas: faltam heróis. Sobram sonhos.

Obrigado Janete Clair. Obrigado André Cajarana.

Sinopse – André Cajarana é tirado do orfanato pelo avô paterno e passa a viver na cidade de Paço Alegre, em Minas Gerais. Criado com a ilusão de que seu pai era um grande homem. Após a morte do avô, André parte para o Rio de Janeiro para buscar sua própria identidade e tentar elucidar a morte do pai – tido como bandido – e inocentá-lo da acusação de ter roubado terras que não lhe pertenciam e ter inclusive matado um padre. A principal barreira de André é Bruno Baldaracci, um empresário mafioso e ex-sócio de seu pai, o maior envolvido na infâmia e no desaparecimento dele – era casado com a viúva do próprio, Gilda.

Em Nilópolis, município da Baixada Fluminense, André enfrenta Bruno, que tenta encobrir a verdade sobre seus negócios escusos. Impedido pelos Baldaracci de se aproximar de sua mãe, Gilda, André se mete em confusão e é acolhido por Ana Preta, uma mulher sofredora que sempre viveu em função de homens de mau caráter, inclusive Bruno, com quem ela teve uma filha, Geni. Ana Preta é dona da casa de samba Flor de Lys.

No outro lado da história está Carina, uma famosa bailarina, criada pela tradicional e rica família carioca, Limeira Brandão, liderados pela dominadora Dona Januária, avó de Carina. Carina havia casado com César Reis, um homem inescrupuloso e desonesto que se casou com ela com intuito de dar um grande golpe na família dela. Carina abandona o marido, mas perde a guarda da filha Ângela, e é quando ela conhece André, que já a salvara de morrer afogada numa oportunidade anterior, e que agora, confundido com um ladrão, pede a ele para matá-la.

André e Carina fogem dos problemas no Rio de Janeiro e acabam apaixonados. Ainda acionista majoritária das empresas de sua família, Carina passa uma procuração para que André a represente perante os negócios. É quando André volta ao Rio, batendo de frente com César Reis, e ainda reencontra Ana Preta, sua protetora, apaixonada por ele. Mas Carina é vítima de um atentado e a culpa recai sobre André.


RENATO ALVES

4 comentários em “PAI HERÓI

  • 30/03/2017 em 17:45
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    Linda essa novela. Seu texto está exímio como sempre. Essas novelas mais antigas sim que eram coisas boas de ver.

  • 29/03/2017 em 12:35
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    Linda novela……..Tony Ramos, com ou sem divulgação da Friboi é um ótimo ator desde jovem.
    Renato belo trabalho.

    Abraços
    Marcel Appipe

  • 28/03/2017 em 11:43
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    As novelas são o retrato do Brasil.Um país cheio de diferenças e riquezas culturais.

  • 28/03/2017 em 00:34
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    Saudades de seus textos e viagem pela história.

    Preciso ver a novela.

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