Os filmes “estrangeiros” mais aguardados de 2015.

Por Cleber Eldridge.

 

Eu quero deixar claro, antes de mais nada que, quando digo “filmes estrangeiros” eu quero dizer “filmes não americanos”, ou seja, de qualquer outro país que não seja os Estados Unidos ou falados em inglês – a lista conta com nomes que eu gosto muito, e outro nem tanto, mas de que de uma forma ou de outra são aguardados por grande parte do público que acompanha.

 

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Mia Madre, de Nanni Morretti
Particularmente, nunca achei o cinema de Morretti isso que tudo mundo acha, ele tem seus filmes – mas nunca me “pegou de jeito” se é que me entendem, como anualmente e filme após filme ele faz sua estreia em Cannes, esse ano não foi diferente – dessa vez, o júri não caiu nas graças do italiano. O filme contará um olhar dentro da vida de um diretor do sexo feminino italiano filme enquanto ela tenta conciliar sua vida privada e profissional, em Roma.

 

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Nobody Wants the Light, de Isabele Coixet
Coixet está gradativamente tentando ganhar espaço no cinema, já passou por alguns festivais, mas nunca foi muito prestigiada – agora, ela tentará mais uma vez com esse filme. Situado na Groenlândia cerca de 1908, a história segue duas mulheres muito diferentes que estão no amor com o mesmo homem – ela abriu o festival de Berlim esse ano.

 

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Elle, de Paul Verhoeven
O diretor tem passado por enormes dificuldades para filmar um filme ou outro, primeira colaboração entre Huppert e Verhoeven, um casamento feito no céu, tanto quanto nós estamos preocupados, embora Huppert tem sido um fã de longa data do diretor, como ela  disse em dezembro do ano passado. O longa contará a história de uma mulher de negócios poderosa que busca vingança contra seu estuprador e assediador, engajar-se em um jogo psicológico de gato e rato.

 

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Dheepan, de Jacques Audiard
E esse o filme que eu, pessoa que vos escrevo, mais aguardado em 2015. Audiard já mostrou toda sua competência em seus últimos filmes, ganhou prêmio do júri com o sensacional “O Profeta” e eu achei “Ferrugem e Osso” o melhor filme do ano – agora ele finalmente ganhou a Palma de Ouro e só nos resta aguardar a chegada do filme. O enredo do filme é simples, um guerreiro Tamil do Sri Lanka que foge para a França acaba trabalhando como zelador aos arredores de Paris, mas se tratando de Audiard …

 

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Microbe et Gasoil, de Michel Gondry
Ele tem fãs loucos por todo canto, existe quem ache ele o melhor diretor, eu particularmente não sou muito fã do diretor, apesar daquela obra-prima única “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” – não sabemos ainda muitos detalhes do filme, só que ele estreia ainda esse ano.

 

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La Blessure, de Abdellatif Kechiche
Pensei que iria demorar até que o diretor de “Azul é a Cor Mais Quente” voltasse a dirigir, e não demorou tanto, depois de debater sobre o que fazer a seguir, ele finalmente pegou de Francois Begaudeau a história coming-of-age “La Blessure”, sobre um garoto querendo perder a virgindade, e mudou o local original da história (Paris), para sua Tunísia nativa – vamos esperar para ver o resultado.

 

003Love, de Gaspar Noé
Eu amo Gaspar Noé, amo o quanto ele é forte, amo quanto ele gosta de chocar, e segundo os críticos de Cannes, ele mais uma vez conseguiu, o filme pode não ser bom, mas com toda certeza será impactante e é isso que eu mais aprecio em Nóe, um pornô 3D.

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