Crítica 2: O Exterminador do Futuro: Gênesis

Por Vinicius Montano

 

‘Arnoldão para recordar os bordões dos velhos tempos só vale por ele, mais nada’

Como desde a minha infância sou fã de Exterminador do Futuro, assistindo os dois primeiros filmes dá para notar a nostalgia que a ficção científica nos proporciona nos anos 80 e 90 época que nem existia a moda hoje em dia da Marvel fases 1, 2 e 3 e por aí vai. A Paramount depois do passatempo e esquecível O Exterminador do Futuro: A Salvação, resolveu recomeçar a franquia do zero, coisa que fez com Star Trek em 2009, ganhou uma sequencia em 2013 que foi o patamar e uma terceira parte a caminho. Agora temos ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’, reboot que dá um novo reinicio a franquia e traz de volta Arnold Scharzennegger como o T-800 o robô principal do filme

Quando John Connor (Jason Clarke), líder da resistência humana, envia o Sargento Kyle Reese (Jai Courtney) de volta para 1984 para proteger Sarah Connor (Emilia Clarke) e salvaguardar o futuro, uma mudança inesperada nos acontecimentos cria uma linha do tempo fragmentada. Agora, o Sargento Reese se encontra em uma nova e desconhecida versão do passado, onde ele encontra aliados improváveis, incluindo o Guardião (Arnold Schwarzenegger), novos e perigosos inimigos e uma missão nova e inesperada: redefinir o futuro.

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O Inicio mostra como acontece a guerra dos humanos contra a Skynet, com belíssimos efeitos especiais e um desenvolvimento interessante, boas cenas quando se passa em 1984 onde tudo começou, traz mais ação e ritmo, mas depois que vai para São Francisco em 2017 o filme perde todo o rumo e fica uma ação dispensável e boba. O roteiro de Patrick Lussier é cheio de falhas gravíssimas sem lógica nenhuma

Arnold Schwarzenegger pode mostrar que está velho para o papel, mas continua em forma e obsoleto, e arranca bom humor em cena, e vale a pena ver o embate entre o T-800 de 2015 contra o T-800 de 1984, que foi pra lembrar a nostalgia de fanáticos pelo filme. Emilia Clarke e Jai Courtney como os papéis de Sarah Connor e Kyle Reese não impressiona, parecem que são robôs que não se machucam tanto nas cenas de ação, a cena que eles caem juntos em São Francisco em 2017 e são atropelados no meio da rodovia são extremamente bizarras. O Jason Clarke entrega um John Connor patético e abusa das caretas e totalmente desperdiçado. O T-1000 como o Mercúrio de Cristal Líquido, parece um surdo mudo, só tem pouquíssimas expressões, mas vale as acrobacias dele. O recém oscarizado J.K.Simmons por Whiplash: Em Busca da Perfeição como o detetive alcoólatra que acredita em robôs, aparece pouco, mas levanta o gás da fita. Mas pode ter espaço para mais destaque em sequências

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Enfim, O Exterminador do Futuro: Gênesis vale só para encher linguiça do fisiculturismo Arnold Classic Brasil, e matar as saudades do nosso brutamontes. Mas você cria expectativas e não são tão positivas quando você espera. Mas vale você rir com os diálogos de alivio cômicos e tem uma sátira aos Bad Boys clássico do Will Smith e Martin Lawrence. Fora isso consegue ser menos pior que o terceiro ‘A Rebelião das Máquinas(2003)’ que achei descartável, mas esse serve só como pipocão, mas dispensável

 

Nota: 2.5/5.0

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