O Exterminador do Futuro Gênesis: É Reimaginação Total

Por Felipe Ramos

 

Quando o primeiro O Exterminador do Futuro chegou aos cinemas há mais de 30 anos ninguém imaginava que aquela ficção científica baratinha (custou apenas 6 milhões de dólares) e simples na sua proposta fosse fazer tanto sucesso e render uma sequência arrasa quarteirão que quebrou recordes de bilheteria em 1991 e se tornou ícone pop por diversas razões.

O fato é que graças a essa franquia as carreiras de James Cameron (diretor) e Arnold Schwarzenegger (protagonista) tomaram uma proporção gigantesca que lhes rendeu muitos milhões e poder de escolha em seus projetos futuros. Mesmo assim um terceiro filme demorou bastante para acontecer e quando ficou pronto em 2003 não disse a que veio, com um roteiro genérico e sem personalidade que não chegava a ser ruim, mas não empolgava de maneira nenhuma, basicamente era calcado na força do personagem e sem acrescentar nada de novo. O público respondeu mal e a bilheteria passou longe de ser o que esperavam, mas ainda assim foi o suficiente para um quarto filme, esse sem Schwarzenegger (na época governador da Califórnia) e viagens no tempo, estrelado por Christian Bale e Sam Worthington, com um roteiro que tentava acrescentar alguma ousadia na mitologia criada até então e não foi bem aceito, sendo considerado confuso e ainda mais esquecível que o terceiro filme (Eu mesmo não lembro de nada, só que achei confuso mesmo).

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Enfim, Schwarza deixou a política de lado e com a onda de reboots e reimaginações em alta, alguém pensou: Vamos fazer logo um novo filme enquanto o Coroa ainda está inteiro, hahaha.

E é isso. O Exterminador do Futuro: Gênesis não é uma continuação direta e nem um remake do primeiro filme, a única classificação possível é essa: Reimaginação. Basicamente usaram o mesmo universo, os personagens principais com novos atores (apenas o indispensável Schwarzenegger se mantém no papel clássico, em versão jovem e velha, e arrumam uma desculpa até que plausível para ele ser um Exterminador com aparência velha) e criaram uma história parecida que se apropria da desculpa das diversas linhas do tempo para fazer o espectador voar.

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O filme começa um pouco confuso e assim vai até se entender que não é uma continuação direta dos anteriores, então não adianta buscar as ligações, pura perda de tempo, o negócio é embarcar nesse recomeço e principalmente curtir as diversas homenagens que são feitas aos dois primeiros clássicos, em vários momentos fazem questão de mostrar que aquilo é pura diversão e não existe qualquer intenção de ir além desse patamar.

 

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O T-800 pode ser o chamariz do público, mas já não se pode dizer que é o protagonista, esse cargo foi herdado pelas novas versões de Sarah Connor e Kyle Reese, interpretados pelos jovens, belos e carismáticos Emilia Clarke (Game Of Thrones) e Jai Courtney (Divergente). O roteiro não vai muito além do óbvio, apesar de guardar uma surpresa até que interessante na segunda metade, só que bem sabemos que tudo ali é uma desculpa pra haver uma perseguição incessante com muitos tiros e explosões, e isso é entregue. Ressalto que a parte técnica é primorosa e quem puder assistir em Imax 3D vale a pena pagar mais caro, o som está impecável e os efeitos em 3D enchem a vista, nem sei se foi filmado nesse formato ou convertido, geralmente nem curto e prefiro o tradicional 2D.

Nota: 6/10

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