Por Allyson Ramos Camara.

Série original da Netflix que teve sua estreia em 2015 e chegou com sua segunda temporada no dia 2 de setembro de 2016. Com um segundo ano ainda mais maduro deixou muitos críticos e o público impressionados com a fidelidade com as fontes históricas.

A segunda temporada se inicia do momento exato no qual terminou a anterior e nos mostra as últimas semanas de vida de Pablo Escobar e dos inúmeros grupos governamentais e paramilitares com o objetivo de eliminá-lo. Apesar disso o foco é a humanização de Pablo, enquanto a anterior mostrava uma vertente agressiva de sua personalidade aqui mostra seus dilemas familiares conforme o império da cocaína vai se desmoronando. Óbvio que ele não deixa de ser uma pessoa violenta, mas sua vida particular é latente.

Narcos

É perceptível o avanço da direção de atores, Wagner Moura se consolida como destaque da série. A família do traficante possui um grande destaque, principalmente sua mulher interpretada por Paulina Gaitan e sua mãe vivida por Paulina Garcia. Pedro Pascal como Javier Peña foi uns dos pontos altos desta temporada depois de seu envolvimento uma milícia chamada Los Pepes que possuem o objetivo de matar Escobar, fato que o distância da DEA e de seu parceiro Steve Murphy (Boyd Holbrook). O personagem de Boyd foi o ponto negativo, não virou nada além de um narrador, temos apenas seu dilema com Peña e sua mulher sem mais nada mais a oferecer.

O principal diretor dessa temporada é Andrés Baiz (O quarto secreto) e se manteve fiel ao modelo estabelecido por José Padilha, mas o roteiro é a ênfase. Os diálogos são ricos e levantam questionamentos sociais como liberação das drogas, que põe o público a pensar independente de sua posição atual enquanto esse tabu. Além da narração ele trás muitos recursos visuais para contar a história.

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A violência nessa segunda temporada é mais concentrada, priorizando a qualidade ao invés da quantidade. O sangue e as mortes mal feitas na primeira temporada nesta estão perfeitas e há uma escolha em mostrar o corpo do que o assassinato em si. A exposição de cadáveres é bem real e brutal tanto veracidade a trama.

Sobre o sotaque de Wagner Moura que gerou muitas piadas na primeira temporada melhorou de forma inacreditável. É notório o investimento em seu personagem depois da sua indicação ao Globo de Ouro deste ano, Wagner é Pablo Escobar e não haverá surpresa se sua atuação render novas indicações nas premiações. Ele passa por vários momentos para demonstrar seu talento, indo do topo para o fundo do poço em poucos episódios.

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Em resumo, Narcos é se confirma como umas das melhores séries da Netflix. É clara e evolução em relação a primeira temporada em todos os aspectos tornando a atual entre as melhores do ano. Narcos merece ser assistida por todos que tiverem a oportunidade.


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Nota: 10/10. (Média: 7.0)

Allyson Ramos Camara.

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