Por: Rafael Mayrink

Após dois filmes que não foram bons quanto Estômago, o diretor Marcos Jorge consegue mostrar novamente que o cinema nacional sabe contar história.

Neste longa temos a história de Santana (Babu Santana), um cara que trabalha em um canil na cidade de São Paulo, e ao encontrar o cão na rua depois de três dias, caso o dono não apareça, o animal é sacrificado. Após levar um deste cachorro para o sacrifício, seu dono, (Lazaro Ramos) aparece e não gosta de saber do destino de seu animal.

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O roteiro e a direção são o grande mérito deste filme. Com várias reviravoltas e todas muito bem executadas, conseguindo surpreender seu público. A trilha sonora e uma fotografia simples são outros pontos fortes.

Lazaro Ramos está muito bem, é possível ver o seu tom ameaçador, e sentir medo dele em certas cenas, mas ao mesmo tempo ver que ele tem um grande amor pelos seus cães, e com isso não se torna aquele personagem que não sente uma empatia. Santana tem a melhor evolução da trama, de um cara dócil e carinhoso, para alguém que não sabe do que pode ser capaz. Adriana Esteves é o contato mais próximo do público, em vários momentos sentimos tudo que ela está sentindo.

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Vini Carvalho interpreta o filho de Santana, e é o ponto mais fraco do elenco, o mesmo não pode dizer da atriz Thainá Duarte, que conseguiu transmitir muito bem todas suas emoções, principalmente no terceiro ato, em que ela ganha mais espaço na trama.

O filme tem algumas cenas e diálogos muito expositivos e é um pouco longo, poderia ter uns 15 a 20 minutos a menos, contendo muitas cenas que não foram tão importantes para a história.

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Com uma história de amor familiar, vingança e com uma única pergunta, até onde você iria para se vingar por algo ou alguém que ame?

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Rafael Mayrink
Rafael Mayrink

 

 

Nota 8/10

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