‘MILLENNIUM: A GAROTA NA TEIA DA ARANHA(2018)’ – UMA FRANQUIA QUE TENTA RECOMEÇAR DO ZERO NA SEGUNDA TRILOGIA

Por: Vinicius Montano

Depois que foi o fracasso de bilheteria, a versão americana de ‘Millennium: Os Homens Que Amavam as Mulheres’ que foi dirigida por David Fincher não ganhou continuação e uma nova franquia Millennium teve que ser tipo assim…recomeçada do zero, mas só que não é iniciando desde o primeiro filme, e sim uma segunda trilogia de livros que foi lançado por outro escritor: David Lagercrantz, já que Stieg Larsson havia falecido. Em ‘Millennium: A Garota da Teia da Aranha’, que lança agora nas telonas, é o primeiro filme, nova trilogia e 4º volume da franquia Millenium.

Dirigida pelo uruguaio Fede Alvarez, popularmente conhecido pelas obras primas como o remake ‘A Morte do Demônio’ de 2013 e o tão bom ‘O Homem Nas Trevas’ de 2016, o longa traz agora Claire Foy(vista recentemente em ‘O Primeiro Homem’) no papel de Lisbeth Slander vivido na versão sueca por Noomi Rapace e na americana por Rooney Mara e Sverrir Gudnason(‘Borg Vs. McEnroe’) no papel do jornalista Mikhail Bloomkvist, vivido na versão sueca por Michael Nykvist(vilão de ‘Missão Impossível: Protocolo Fantasma’) e na americana por Daniel Craig(conhecido por ser o agente 007).

@Divulgação: Sony Pictures Brasil

A história do longa se passa em Estocolmo, Suécia. Graças às matérias escritas por Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason) para a revista Millennium, Lisbeth Salander (Claire Foy) ficou conhecida como uma espécie de anti-heroína, que ataca homens que agridem mulheres. Apesar da fama repentina, ela se mantém distante da mídia em geral e levando uma vida às escondidas. Um dia, Lisbeth é contratada por Balder (Stephen Merchant) para recuperar um programa de computador chamado Firefall, que dá ao usuário acesso a um imenso arsenal bélico. Balder criou o programa para o governo dos Estados Unidos, mas agora deseja deletá-lo por considerá-lo perigoso demais. Lisbeth aceita a tarefa e consegue roubá-lo da Agência de Segurança Nacional, mas não esperava que um outro grupo, os Aranhas, também estivesse interessado nele.

O roteiro tenta trazer um novo tipo de visão da franquia Millenium: transformar ela numa trama de suspense e ação voltada para o gore gótico, mas só que carece de ritmo algumas cenas, mas dá um novo up a franquia pra pelo menos quem é fã dos livros não ter medo de assistir. A fotografia tem tons sombrios que jogam a você na trama, a trilha sonora achei boa e com musicas de tensão e reviravoltas.

@Divulgação: Sony Pictures Brasil

Aqui temos Claire Foy como uma Lisbeth Salander, no piloto automático de início, mas ao longo do filme podemos torcer para ela ser a heroína da vez com alta inteligência. Já Sverrir Gudnason como o jornalista Mikhail Bloomkvist achei pouco aproveitado e mais como coadjuvante qualquer de 2ª mão, falta química nas cenas com Lisbeth Salander. Sylvia Hoeks como a irmã de Lisbeth, Camille nos trás uma vilã fria e cheia de escrúpulos. Já Stephen Merchant como o engenheiro de computações Stephen Balder, numa atuação alinhada e com surpresas ao longo da trama. Já Lakeith Stanfield como o agente do departamento que está em perseguição por Lisbeth Salander é o alívio cômico principal do filme.

‘Millennium: A Garota da Teia de Aranha’, nos dá a sensação que é melhor que o acima da média ‘Millennium: Os Homens Que Amavam as Mulheres’ versão americana, já que o anterior sofreu duras críticas que não compromete totalmente o filme, mas prejudica em questão de tempo de 158 minutos que poderiam ser reduzidos a 40 minutos e esse novo faz jus a duração do filme que é de 117 minutos que por mais que tenha alguns defeitos, a direção de Fede Alvarez contribui para um drama de suspense pesado, recheado bem de ação, que entretém pelo menos o gênero suspense.

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