MEDO PROFUNDO (2018): “UM FILME COM DESFECHO PREGUIÇOSO E REVIRAVOLTAS PREVISÍVEIS”

Por Geofry Hanney

 

A trama gira em torno de Lisa (Mandy Moore) e Kate (Claire Holt), se encontram presas em uma gaiola de observação de tubarões no fundo do oceano. Com grandes tubarões brancos próximos à gaiola, pouco tempo de oxigênio e correndo alto risco de descompressão, elas devem de alguma forma descobrir como atravessar 47 metros de água para chegar até o barco que está acima delas.

 O diretor Johannes Roberts, que também assina o roteiro junto com Ernest Riera, tenta fazer deste o seu melhor trabalho. Porém, ele evidentemente falha no desfecho dramático do filme, de modo com que fique ostensível ao público perceber a falta de coerência entre as motivações das protagonistas em mergulharem dentro de uma jaula em meio a vários tubarões.

@Divulgação “Medo Profundo”, com distribuição da @Playarte Pictures

No primeiro ato já é totalmente risível perceber as primeiras atitudes de uma das protagonistas que no começo hesita em aceitar a ideia, mas que depois acaba por se arriscar apenas com intuito de mandar fotos do mergulho arriscado para impressionar o ex-namorado.

Já no desfecho do segundo para o terceiro ato, o longa cai numa mesmice que já está constantemente saturada em filmes de suspense, carregando uma temática de sobrevivência em meio ao perigo, que não se tornaria um problema se não fosse as decisões grotescas que direcionam o filme para um Plot twist inteiramente carregado no “previsível”.

Mas tecnicamente o filme não se torna um desastre. Os enquadramentos no fundo do mar são sufocantes, o que contribui muito para uma narrativa abafada que exige paciência, assim como no desenvolvimento sequencial das duas personagens, que conseguem constantemente passar uma claustrofobia no fundo do mar de forma realista aos olhos do público. A Mandy Moore e a Claire Holt conseguem extrair boas interpretações com o pouco de material que é dado.

@Divulgação “Medo Profundo”, com distribuição da @Playarte Pictures

Outro ponto positivo é o CGI realista dos tubarões, mas que só aparecem nos momentos em que já são esperados.

 Medo Profundo não é o melhor filme do gênero, mas traz um visual interessante, com enquadramentos sufocantes, e com um bom trabalho de montagem em meio a uma produção de baixo orçamento. Mas tem uma narrativa grotesca, previsível e com uma resolução preguiçosa.

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