CRÍTICA: MANCHESTER À BEIRA-MAR (2016)

Por Vinicius Montano

 

NOTA:

ÓTIMO 4 ESTRELAS

 

“Casey Affleck dá um escandalo em sua atuação, sendo um forte candidado para melhor ator no Oscar 2017.”

 

Participante do Festival de Toronto de 2016, temos um drama que é um forte candidato ao Oscar 2017. Manchester em Alto Mar com Casey Affleck irmão do atual Batman Ben Affleck, Michelle Williams, Lucas Hedges e Gretchen Mol no elenco sob a direção do desconhecido Kenneth Lonergan.

Um encanador preguiçoso e despreocupado (Casey Affleck) se vê forçado a voltar para sua cidade natal depois de descobrir que seu irmão faleceu. Ao chegar lá, ele começa a estabelecer uma relação de cuidado com seu sobrinho adolescente, que perdeu o pai, mas também se envolve cada vez mais na resolução de segredos trágicos do seu passado.

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A direção de Kenneth Lonergan é bastante profunda de partir o coração, mostra muito bem a angustia que o protagonista teve de perder o irmão, o envolvimento com o vício no alcoolismo, a relação ausente da esposa com as duas filhas o que achei que foi muito deixado de lado e tentativa de cuidar do sobrinho o que achei o ponto mais alto do filme com um tom realista e dinâmico. A fotografia é encantadora mostra o mar calmo e a lancha de seu falecido irmão para recordar lembranças e memórias.

Casey Affleck me deixou motivado pelo papel dele, o ator deu um show a parte, teve expressão, saliência e forte carisma, cujo papel merece uma concorrencia acirrada ao Oscar 2017 assim como Lucas Hedges no papel do sobrinho adolescente que perdeu o pai, eu pouco conheço ele no cinema mais ele surpreende muito, atuação e quimica entre os dois perfeita que você tem o momento de emoção e alívio cômico que vale a Hedges concorrer ao Oscar de ator coadjuvante. Michelle Williams aparece muito pouco apesar da boa atuação, Matthew Broderick o nosso eterno Ferris Buller numa aparição de figurante e Kyle Chandler num papel aceitável.

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Manchester a Beira Mar é bonito, arrebatador e cativante, um filme que apesar de não achar perfeito, tem uma montagem muito bem feita, você se foca no tom realista da coisa, tem momentos engraçados e outros emocionantes, mas um drama sério e intenso que merece concorrer ao Oscar de melhor filme, ator, ator coadjuvante, montagem, trilha sonora e fotografia.

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VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

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