LA CASA DE PAPEL (2017): “NARRATIVA VICIANTE E CARISMA DE PERSONAGENS EXPLICA SUCESSO MUNDIAL”

Quando La Casa de Papel estreou na Netflix em dezembro de 2017 após grande sucesso na Espanha, a única certeza que se tinha era do alcance global do show. Originalmente exibida em 15 episódios de 70 minutos, a Netflix dividiu a temporada em duas partes com 13 episódios e uma segunda leva, que estreou nesta sexta-feira (06/04), com 9 capítulos.

Criada por Álex Pina, um antigo roteirista da versão espanhola do CQC (Caiga Quien Caiga)  e transmitida pela Antena 3, La Casa de Papel narra o plano de oito ladrões recrutados pelo Professor (Álvaro Morte) para assaltar a Casa da Moeda da Espanha. Eles se trancam com 67 reféns no prédio em Madri na tentativa de fabricarem seu próprio dinheiro no que chamam de “maior roubo da história”. Tudo é contado do ponto de vista da ladra Tóquio (Úrsula Corberó).

A partir daí, diversos acontecimentos se sucedem num ciclo sem fim de reviravoltas e ganchos que transformam a narrativa numa maratona viciante.

Divulgação – NETFLIX

Sim,viciante. Num estilo Novelão das 21h e um ritmo de videoclipe, La Casa de Papel assume uma postura de impacto desde o primeiro episódio. Junte isso  ao carisma dos personagens que utilizam nomes de cidades como Rio (Miguel Herrán), um jovem apaixonado por Tóquio e mestre dos computadores. Há também Moscou (Paco Tous) e Denver (Jaime Lorente Lopez), pai e filho que buscam uma segunda chance na vida. Dois sérvios força bruta,  Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto García) além de Nairóbi (Alba Flores) e Berlim (Pedro Alonso) que são extremamente divertidos e elegantes ao roubarem TODAS as cenas em que aparecem.

Os personagens são tão únicos e com uma presença tão poderosa que conquistam os telespectadores reais e irreais, visto que no show conseguem conquistar a opinião pública. Destaque para uma cena onde cantam a canção Bella Ciao, conhecida como a música da resistência italiana contra o fascismo na Segunda Guerra Mundial.

Além dos assaltantes, conhecemos um pouco do drama de alguns dos reféns, com destaque para Mônica (Esther Acebo) e da inspetora encarregada do caso, Raquel Murillo (Itziar Ituño).

Se na primeira parte ficamos a par dos personagens e do plano genial do Professor,  na segunda, temos um foco maior nas relações pessoais e o ritmo tende a cair um pouco. O final também parece, apesar de satisfatório, um pouco cansado e preguiçoso. Mas, a culpa recai mais pelo gosto de quero mais dos protagonistas e o futuro dos mesmos.  Mas, é uma série digna da boa e velha maratona e se você não quiser ser o único a não falar sobre, sugiro correr pra TV. Vale a pena nas rodinhas de amigos.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: