Jurassic World: Revisitando o Parque

 

Por Tom CP

 

O novo longa da franquia acontece 22 anos após os acontecimentos trágicos do filme de 1993. O Jurassic World é um parque já funcionamento há anos e para que os turistas ainda continuassem a se atrair pelo local, a estratégia do parque se tornou ainda mais audaciosa: criar animais maiores e mais violentos. Isso obviamente não teria como ter um resultado positivo.

03O que faz Jurassic World funcionar é a nostalgia que ele exala, ainda mais pelo fato do filme ser praticamente uma regravação do original. Está tudo lá outra vez na antiga ilha Nublar, os dois irmãos que se perdem, a tensão amorosa entre os dois protagonistas (Chris Pratt e Bryce Dallas Howard) e os vilões ambiciosos. Ao mesmo tempo em que isso representa um ponto positivo no filme, pois apresenta a história para uma geração que não viveu isso na década de 90, há certo desgaste com esse gosto empoeirado na falta de tentar algo diferente. É certo que existem os dinossauros híbridos (e o interessante dinossauro aquático), no entanto, o quanto eles modificam na ossada do filme original, que fora praticamente toda remontada aqui?

Um ponto negativo é que eles preferiram fazer a maior parte dos dinossauros usando CGI, o que perde um pouco a noção de realidade na trama. Percebe-se nitidamente essa diferença em uma cena emocionante, quando o personagem de Pratt encontra um dos animais agonizando no chão. Ele carinhosamente alisa o dinossauro e é possível enxergar o quão perfeito foi aquele trabalho para criar a pele do animal com detalhes.

img-1027854-jurassic-world-o-mundo-dos-dinossaurosJá as atuações são bem convincentes. Chris Pratt está ótimo no papel principal, como esteve em Guardiões da Galáxia, mesmo não conseguindo ultrapassar o brilho de Sam Neill. Bryce Dallas Howard parece que vai ser só aquela água com açúcar, mas no avançar do filme, com um destaque maior na história, ela mostra ao que veio. O interessante mesmo fica a cargo da trilha sonora. É arrepiante quando o T-rex aparece e a música original toca.

Entre erros e acertos, o saldo é ainda positivo. O filme diverte. Não é à toa que se tornou a maior abertura mundial da história, abocanhando em seu final de semana de estreia mais de 500 milhões. Poderia ter sido melhor, porém, ainda sim vale o ingresso.

 

NOTA: 8/10

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