‘JURASSIC WORLD – REINO AMEAÇADO(2018)’ – UM SHOW DE EFEITOS ESPECIAIS COM DIREITO A LAVA DE VULCÃO PRA DISTRAIR, MAS PECA NA HISTÓRIA

De: Vinicius Montano

Depois do reboot de ‘Jurassic World: O Reino dos Dinossauros’ agradar ao público e uma continuação de 22 anos desde o primeiro Jurassic Park de 1993, e fazer sucesso nos cinemas em 2015, agora ganha uma sequência o que fará uma nova trilogia já confirmada para 2021 com Colin Trevorrow, diretor do primeiro longa, e em ‘Jurassic World: Reino Ameaçado’ a nova estréia da semana, ele atua como produtor dando a direção a cargo de J.A.Bayona(conhecido pelos sucessos ‘O Orfanato’, ‘O Impossível’ e ‘Sete Minutos Depois da Meia-Noite’) e trazendo de volta Chris Pratt e Bryce Dallas Howard.

Quatro anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

O filme em si melhora muito em seus efeitos visuais, dando um show de espetáculo e tensão, como um climax que serve pro público divertir com o show de magia e cenas de ação e tensão, mas o enredo soou genérico demais, copiaram muito a história de ‘O Reino Perdido: Jurassic Park’ na qual na sinopse fala sobre 4 anos depois do fechamento do Jurassic Park, a ameaça de extinção, o grupo de traficantes de animais como vemos no filme e nesse novo agora, lacuna totalmente inútil, pricipalmente a parte do leilão dos dinossauros achei maçante demais. A fotografia tem um tom sombrio, uma das poucas promessas cumpridas pelo diretor J.A. Bayona que anunciou para esse novo longa do Jurassic World. O roteiro achei muito enfadonho e perde totalmente a essência do primeiro longa de 2015.

As atuações estão bem divididas. Chris Pratt como Owen no primeiro filme ele era o alívio cômico, nesse segundo ele tem pouca importância nesse filme assim como Bryce Dallas Howard como Claire, a arqueóloga, o casal principal se torna coadjuvante nesse segundo filme e não possui química nenhuma. O elenco novato composto por Justice Smith que é o principal alívio cômico do filme no papel de um jovem arquólogo assim como a personagem de Danielle Pineda. Destaque também para a atriz mirim Isabella Sermon como a garotinha Maisie, uma atuação surpreendentemente incrível na qual um personagem secundário é a fonte da verdade por trás de tudo, é tipo uma protagonista oficial do filme. A atuação do vilão principal vivido por Rafe Spall, contador financeiro do Jurassic World numa atuação completamente inútil e esquecível. E vale a presença ilustre de Jeff Goldblum como o Dr. Ian Malcolm retornando a franquia numa aparição pequena, mas como uma espécie de narrador da história.

Com uma cena inicial empolgante e tensa de ficar com os olhos abertos, ‘Jurassic World: Reino Ameaçado’, tem um espetáculo de efeitos visuais, show pirotécnico de explosões de lava de vulcão, mas peca muito na história, a direção só capricha na parte técnica mas dá uma história bem ok, mas fácil de esquecer, pelo menos vale a diversão. Não recomendo assistir em 3D. Só serve pra gastar dinheiro a mais no ingresso.

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