“HOMEM-ARANHA – LONGE DE CASA” (2019): NOVO FILME DA FRANQUIA DIVERTE, MAS SURPREENDE POUCO

POR EDUARDO PEPE

O tão esperado primeiro filme do Homem-Aranha pelos estúdios Marvel saiu em 2017, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. De lá para cá, já não é mais novidade Tom Holland no papel de Peter Park. A participação do ator no filme solo e nos últimos “Vingadores” foi muito recebida pelos fãs e críticos que destacaram o carisma, a naturalidade e a efervescência do ator como um Homem-Aranha teen.

DISTRIBUIÇÃO @ SONY PICTURES

Esse novo filme, “Homem-Aranha: Longe de Casa”, é o primeiro lançamento da Marvel após encerrar um ciclo em “Vingadores: Ultimato” (2019), mas a nova fase não parece tão nova assim. As diretrizes, o tom e a trama seguem a mesma pegada do primeiro filme solo do herói, assim como de tantos outros filmes de heróis do estúdio. Na prática, a trama é, sua esmagadora maioria, independente, portanto, não anuncia muito o que irá por vir no universo interligado do estúdio. Isso é apenas rapidamente indicado nas duas (boas) cenas pós-créditos, como já virou tradição.

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Como filme isolado, “Longe de Casa” é entretenimento garantido. Continua divertindo com seu elenco jovem inspirado. Tom Holland continua perfeito no papel, ele tem toda aquela doçura, alegria e energia de um menino que está aprendendo, se deliciando e sofrendo ao ter que viver como um super-herói. Seus colegas de escola não ficam muito atrás e todos são muito bem escalados, como o divertidíssimo Jacob Batalon, como o melhor amigo,  e Zendaya, o interesse amoroso. O elenco adulto não fica atrás, com participações deliciosas de Marisa Tomei, Jon Favreau, Samuel L. Jackson e JK. Simmons, em aparição curta, mas que fará o delírio dos fãs, já que ele reprisa o papel da trilogia do “Homem-Aranha”do Sam Raimi em que fazia o chefe do jornal em que trabalhava o Homem-Aranha adulto. Havia grande expectativa para a entrada do grande Jake Gyllenhaal no filme. O ator está bem, mas seu personagem não chega a ser memorável.

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O “Longe de Casa” do título se refere ao fato da trama se desenrolar na Europa, em países como Itália, Holanda e Reino Unido, durante um passeio escolar do jovem Peter Parker. Logo no início da viagem, monstros surgem estranhamento do nada justamente onde ele está viajando, o que dá início a uma série de aventuras e reviravoltas. O filme chega a abordar símbolos da modernidade, como hologramas e projetores de realidade, contendo algumas boas cenas quebra-cabeça de “sonhos/pesadelos/pensamentos” que brincam com a noção de realidade vs fantasia. Essas sequências estão entre alguns dos maiores destaques do longa chegando a remeter ao filme “A Origem” (2010). Mas o melhor dessa nova aventura continua sendo as sacadas espirituosas do roteiro recheado de personagens divertidos e carismáticos. Mesmo sem ser memorável, vai agradar os fãs do gênero.

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