EU, TONYA “O TRABALHO AMADURECEDOR DE MARGOT ROBBIE”

Por Geofry Hanney

 

Uma coisa temos que admitir: Margot Robbie não se parece com a Tonya Harding. Não chega ao que Charlize Theron fez interpretando Aileen Wuornos em “Monster”, ou Marion Cotillard em “La Vie En Rose”, porém precisamos reconhecer que é de fato o trabalho mais maduro de sua carreira. A indicação ao Oscar foi completamente justa.

 O filme é dirigido por Craig Gillespie, e conta a história da ex-patinadora Tonya Harding, que ficou conhecida como a primeira patinadora artística nos Estados Unidos a fazer o tão temido salto “triplo axel” em uma competição. Harding porém, teve uma vida difícil e afeiçoada negativamente por uma das piores mães que alguém pode ter, que ao contrário da Margot, está perfeitamente interpretada pela Allison Janney.

@Alisson Janney em Eu, Tonya, favorita ao Oscar 2018.

A direção opta por inserir algumas passagens de tempo em forma de documentário a fim de que possamos entender o ponto de vista da ex-patinadora sobre acusações de sua suposta participação em um dos maiores escândalos já testemunhados do esporte, nos Estados Unidos.

 A trilha sonora se torna um pouco inconveniente em tentar dar um significado a praticamente todas as cenas em que envolve a Margot Robbie e Sebastian Stan, que interpreta um marido abusivo, manipulador e principal responsável pelo escândalo que conspirou com Shawn Eckhardt e Shane Stant no ataque contra a também patinadora Nancy Kerrigan nas sessões de treinamentos durante o Campeonato dos Estados Unidos de 1994, em Detroit.

@Margot Robbie em “Eu, Tonya”

 A edição nas cenas de patinação é bem orquestrada, porém, o trabalho de CGI acaba se tornando razoável no deslocamento de uma cena para outra. Já o  design de produção consegue fazer um trabalho relevante, contribuindo para a familiaridade de um esporte com uma política rígida e elitista.

 Eu,Tonya é um estudo sobre as decisões erradas, o abandono, o abuso psicológico e que tenta contar o ponto de vista de uma nada queridinha da América e acaba se saindo bem em entregar uma fórmula pouco convencional, com uma pegada documentarista para entreter o público.

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