Ensaio: Homem-Formiga (2015)

Por João Paulo Rodrigues

 

Qual é a estranha semelhança entre Capitão América 2 – O Soldado Invernal, Guardiões da Galáxia e Homem-Formiga, além de serem os 3 projetos mais bem sucedidos dentro da Fase 2 da Marvel? A resposta soa bem irônica porém é uma bizarra verdade: Nenhum deles se comportam como filmes de Super-heróis em comparação aos Vingadores ou Homem de Ferro. E principalmente Homem-Formiga no qual se transformou em uma das maiores surpresas que saíram nesse ano.

Se torna ainda mais impressionante no qual se torna um daqueles filmes que tinha tudo para dar errado e que no final, dá tão certo que o sorriso no rosto é tão reconfortante no final da sessão que faz esquecer todos os problemas na sua produção. Dirigido por Peyton Reed, substituindo Edgar Wright e estrelado por Paul Rudd, Micheal Douglas, Evangeline Lilly, Corey Stoll e Micheal Peña. O filme toma um rumo absurdamente interessante que em realidade, não funciona a pleno como filme de herói (se desconsiderar a necessidade extrema de relacionar tudo ao universo gigantesco da Marvel no cinema) mas sim um filme de roubo com muitos elementos de buddy movie.

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Óbvio que também Homem-Formiga não está longe de problemas. É claro que ao fim da sessão fica a ideia se com Edgar Wright seria melhor. Ao menos ele ainda assina a historia do filme ao lado de Joe Cornish (Attack The Block). O roteiro continua com o nome dos dois, mas ganharam um polimento de Adam McKay (Quase Irmãos) e do Paul Rudd. Além disso, não esperava que iria ter tanto humor, mas surpreende por ser uma das melhores comedias do ano, e mesmo com o clímax final que vai parecer bem “dramático”, continua com um humor tão absurdo que se casa com a narrativa. E claro, a Marvel vai continuar a sofrer com a falta de preparo para criar um vilão, já que também Yellow Jacket é tão esquecível quanto Ultron ou Mandarin (Analisando no contexto das adaptações, claro).

O resto é o que se espera da Marvel como produtora: Cenas de ação geniosas que exploram bem o que o herói em questão pode dar ao público, um cast dinâmico que revela o quanto a Marvel sabe escolher atores a dedo, principalmente Micheal Douglas que surpreende como Hank Pym e mais ainda, ver ele “jovem” no começo do filme assombra. E claro, Paul Rudd. O comediante realmente brilha como Scott Lang dando não somente humor ao personagem, mas uma aproximação ao público de uma maneira tão espetacular que Ant Man detém umas duas cenas que entram como as mais sensíveis de todo o universo cinematográfico da Marvel.

Homem-Formiga, o herói é um personagem pequeno de estatura, porém no seu filme solo, ganhou uma oportunidade de ouro de conquistar o coração de muitos pela sua linguagem diferenciada dentro do Universo Marvel, pela sua emoção em dar mais humanidade aos personagens e principalmente ser umas das melhores comedias do ano. Existe um ditado que diz que nos menores frascos que existem os melhores perfumes. Um ditado que se encaixa perfeitamente nessa pequena obra de 2015.

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