DUMBO (2019): “TIM BURTON TRIUNFA AO TRAZER UMA RELEITURA TÃO BOA QUANTO A ANIMAÇÃO ORIGINAL”

Por Alysson Melo

 

 

Entra ano e sai ano a Disney esta cada vez mais disposta em continuar a trazer animações clássicas do estúdio de forma em live-action após os sucessos de “Alice no país das Maravilhas”, Cinderella”, “A Bela e a Fera, “Mogli ” entre outros, e em como time que está ganhando não se deve mexer, eis que temos a releitura do clássico Dumbo, animação de (1941), para as telas dos cinemas sob o olhar do diretor Tim Burton que já dirigiu diversos filmes da companhia. Quando foi anunciado o live-action do Dumbo era uma enorme preocupação se ficaria legal essa versão com atores visto que a animação ela é voltada mais as aventuras do elefante voador. E eis que o Burton não só nos traz um longa memóravel como ele triunfa ao trazer uma releitura tão boa quanto a original.

A história se inicia em 1919, Joplin, Estados Unidos, onde Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Além de perder um braço no front, sua esposa faleceu enquanto estava fora, e ele agora precisa criar os dois filhos. Soma-se a isso o fato de ter perdido seu antigo posto no circo, sendo agora o encarregado em cuidar de uma elefanta que está prestes a parir. Quando o bebê nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado e rejeitado. Os filhos de Holt se interessam na tarefa de cuidar do elefante bebê, até que eles descobrem que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe.

@Foto Divulgação Walt Disney

A direção fica a cargo de Tim Burton que faz mais uma vez uma parceria com a Disney após alguns tropeços recentemente em longas que não fizeram sucesso entre o público e critica especializada, ele consegue trazer a magia e emoção que estavam presentes na animação original, dando um tom vibrante a história. Após fazer sucesso com os longas “Alice no país das Maravilhas” (2010) e Frankenweenie (2012) o cineasta volta com tudo e a expectativa é muito alta, não só por ser uma das histórias mais famosas e queridas do estúdio como também para ser apresentada a um novo público e uma nova geração que ainda não esta familiarizado com essas histórias clássicas e tão icónicas da Disney.

Dentre os atores escolhidos para participar desse live-action temos Colin Farrel que faz o papel do protagonista Holt Farrier que atua de maneira satisfatória não tendo muito espaço em tela para desenvolver o seu personagem, assim como o vilão V.A. Vandevere interpretado pelo ator Michael Keaton, ele ate se esforça mas o tom usado ficou muito caricato e simples para um personagem que tem uma carga dramática, soando mais do mesmo em seus outros papéis. O destaque vai para a dupla mirim Nico Parker e Finley Hobbins eles estão um verdadeiro encanto em tela, e quando aparecem roubam todas as cenas, sendo um bom acerto na escolha e preparação dos atores e por último temos os atores Eva Green como Colette que mais uma vez esta deslumbrante, mesmo tendo pouco espaço e falas e Danny Devito como Max Medici está muito hilário, o ator mais um vez consegue trazer o seu lado comico e engraçado para a história nos momentos certos da narrativa.

@Foto Divulgação Walt Disney

O roteiro ficou a cargo de Ehren Kruger mais conhecido por escrever as histórias dos longas “O Chamado” (2002), “Chave Mestra” (2005) e a franquia Transformers a partir de A vingança dos derrotados (2009), Kruger não só consegue montar uma adaptação, como também se mostra bem fiel a história original, possuindo diversas semelhanças com a animação de forma que mantém a essência e característica desses personagens, não destoando portanto do conto clássico. A narrativa em alguns momentos, dava uma decaída e parecia andar em círculos, mas no geral, Ehren fez um bom trabalho ao reimaginar essa história de maneira que tivesse um elo com o conto clássico e que tivesse uma história de amor, devoção e bastante aventura.

Dumbo é um dos melhores live-action da Disney já feitos, além de possuir diversas cenas idênticas a animação original como a separação de mãe elefanta e bebe , Ele voando pelo circo que é de uma beleza indescritível. A fotografia bem colorida e em tons mais claros, a trilha sonora que traz músicas que dão o tom certo e os efeitos especiais que nos dão uma nova visão encantadora, bela e estupenda visualmente. Sendo assim uma aventura bonita, envolvente e emocional onde a relação de afeto e amor não existe barreiras, mesmo sendo um bebe desajeitado, rejeitado e excluído ele não desiste e está disposto a aprender com seus próprios erros e usar suas habilidades, para estar ao lado da mãe novamente e nesse meio tempo a relação de amizade que nutre por todos do circo sendo seu lar desde que nasceu e a adaptação para um novo lar e novo habitat, onde ele pode ser quem ele quiser, sem se sentir diferente dos outros elefantes e onde o impossível é possível quando se existe amor, lealdade e carinho.

 

 

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