CRÍTICA: ZOOLANDER 2 (2016)

Por João Paulo Rodrigues da Silva

 

Zoolander 2 de Bem Stiller não é perfeito. É um filme bastante falho e estupido. A continuação é dono de piadas que literalmente ultrapassam o bom senso e se transformam o filme em um mar de nosense que é do inicio até o filme. Com isso em mente, se poderia acreditar que isso é uma desvantagem, mas acreditem, é uma das suas maiores virtudes: o auto reconhecimento do que é em sua totalidade.

A continuação vem após de quase 15 anos de diferença do original e muito desse mundo se transformou de uma maneira extraordinária.  O mundo da moda não é mais o mesmo e a maior estrela da moda Derek Zoolander desapareceu. O maior modelo masculino ridicularmente lindo vive nas montanhas e sozinho. Entretanto Billy Zane, amigo de confiança entrega uma mensagem que uma figurona da moda deseja que novamente Derek volte aos palcos, assim como Hansel que está vivendo com sua família de orgia. Mas para Derek, a sua volta é literalmente para recuperar erros do passado.

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Não é a melhor explicação de enredo possível, mas o próprio filme convida o espectador a beber de sua loucura de uma maneira que cada cena que se vê é um delírio impressionante. Além disso, que a história em si é quase uma cópia do filme original, porém com temas atualizados e com modas atualizadas como uber, Netflix e celulares e claro, selfies. Entretanto nem tudo funciona nesse filme. Ao começar, o filme consegue inaugurar algo que nunca pudesse imaginar: a métrica cameos por minuto. São tantos cameos que chega um ponto de até ficar cansado, mesmo sabendo que alguns são tremendamente bizarros e sensacionais. Também se nota que o mesmo humor de Zoolander não consegue ter o mesmo efeito para o novo público. Poderia se dizer que passa a mesma coisa que passou com Star Wars O Despertar da Força: repetição de estrutura para atrair o novo público.

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Zoolander 2 não é perfeito como filme e muitas vezes, por tentar mirar no novo universo da moda, falha como filme, entretanto o filme não está preocupado em ser o melhor do mundo. Apenas quer continuar o que foi o seu primeiro filme, estupido do inicio ao fim e que o foco principal está em rir de tudo que acontece ao redor. A tristeza é que ao inves de ser um filme de culto que se transformou o primeiro filme, apenas será um guilty pleasure que ao menos te fará rir.


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JOÃO PAULO RODRIGUES

 

Nota: 6/10

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