CRÍTICA: WARCRAFT – O PRIMEIRO ENCONTRO DE DOIS MUNDOS (2016)

Por Vinicius Montano

Os jogos de vídeogame tiveram várias adaptações para as telinhas, a maioria só fracassou nas bilheterias como é o caso de Lara Croft: Tomb Raider, Doom: A Porta do Inferno, Max Payne, Príncipe da Pérsia entre outros e só Resident Evil que resiste até hoje com uma bilheteria boa e ano que vem tem o seu capítulo final. Agora quem ganha espaço é ‘Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos’, dirigido por Duncan Jones dos ótimos ‘Lunar’ e ‘Contra o Tempo(2011)’ e filho do recém falecido astro musical David Bowie

A história conta o reino pacífico de Azeroth está à beira de uma guerra enquanto sua civilização enfrenta uma raça temível de invasores: guerreiros Orcs fugindo de sua casa moribunda para colonizar um novo lugar. Enquanto um portal se abre para conectar os dois mundos, um exército enfrenta destruição e o outro enfrenta a extinção. De lados opostos, dois heróis são colocados em um caminho de colisão que irá decidir o destino de suas famílias, seu povo e seu lar. Então, uma saga espetacular de poder e sacrifício começa, onde a guerra tem muitas faces, e todos lutam por algo.

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A história é totalmente rasa e sem profundidade, o roteiro desse filme é mal adaptado, parece que escreveram com bastante pressa de fazer o filme em si. Tem cenas de batalha ótimas mas sem explicação nenhuma, com uma edição mal aprofundada e sem sentido nenhum.

A parte técnica dá um show de tinta, luz e brilho, os efeitos especiais estão fantásticos, a direção de arte caprichou nos detalhes visuais, a maquiagem combina com o visual do jogo e olha que eu nunca joguei ele, mas pelos vídeos do jogo dá pra notar a semelhança entre ele e o filme. O 3D tem alguns efeitos, mas nada demais não, mas gera a dúvida sobre quais versões assistir.

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Os personagens são mal construídos na qual você não se apega a nenhum deles protagonista Travis Fimmel não tem expressão nenhuma, a parte dramática é sem sal, Toby Kebbell depois da vergonha que fez o Dr. Destino no reboot de ‘Quarteto Fantástico’ até tem um papel interessante na trama e destaque, a narrativa é legal, mas poderia ter mais espaço na trama. Ben Foster como o Guardião numa atuação caricata, Paula Patton como Garona parece uma versão de Gamorra de Guardiões da Galáxia e a expressão dela e bastante sofrida

Warcraft: O primeiro Encontro de Dois Mundos dá ar de fracasso, pois só não é péssimo porque tem algumas cenas boas, porém faltou profundidade na trama e o paralelo de cada personagem, mas garante um divertimento para uma Temperatura Máxima.


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Nota: 5/10

Vinicius Montano

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