CRÍTICA: WAR MACHINE (2017)

POR: RAFAEL MAYRINK

     Netflix ainda não conseguiu produzir de um filme que merece atenção do seu grande público.

Um filme que tem o protagonista maior que sua história. Pode ser uma boa escolha para chamar um público. Mas no caso deste longa não vai agradar a todos, por uma dificuldade de encontrar o seu tom.

Brad Pitt interpreta Glen McMahon um general do alto escalão do exército americano cuja reputação e histórico letal o levam a comandar sua tropa da Guerra do Afeganistão. Determinado a ganhar a guerra de uma vez por todas com uma nova abordagem. É uma sátira de um acontecimento que não tem muita explicação, Porque o Estados Unidos demorou tanto para tirar suas tropas onde não deveria estar?

@Netflix

Pitt e o Ben Kingsley, que interpreta o Presidente Karzai, estão bem caricatos, e seus personagens destoam completamente do restante do elenco, e até da história. Mas isso não quer dizer o filme seja ruim, muito do humor funciona, são piadas com um tom de sarcasmo e bastante ironia, o que não vai agradar a maioria das pessoas, principalmente nos diálogos entre o general e o presidente. Outro ponto memorável é a pequena, e eficiente, participação da Tilda Swinton, que em seu discurso.

O filme é um pouco longo, alguns acontecimentos poderiam ter ficado de fora e tem muitos personagens que são apresentados, mas que não trazem muitas relevâncias para história. A direção do David Michôd, consegue ser superior em muitos aspectos, mas deixa a desejar na questão de desenvolvimento de alguns personagens.

@Neflix

Outra coisa importante, quem está buscando um filme de guerra, este não é a escolha certa. Neste se passa nos bastidores de um fim de um conflito, com 5 minutos de acontecimento em campo, muito do que é visto são em de reuniões e formação de estratégias, então para os amantes do gênero recomento a buscar outro passatempo.

Com um humor mais cru e umas interpretações desconexas, War Machine é uma sátira de guerra que conta uma história que se não é parar rir, com certeza fez muitos americanos chorarem.


Rafael Mayrink

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