CRÍTICA: VIDA (2017)

Por João Paulo

Revisador da Crítica: Andre Leporati

 

Vida (Life) não nega suas influências e transforma isso a seu favor por uma abordagem um pouco mais realista em comparação aos outros filmes do gênero’

Vida (Life) de Daniel Espinoza e estrelado por Jake Gyhlenhaal, Ryan Reynolds e Rebecca Ferguson deixa bem claro algo: a trama já foi contada milhões de vezes: a descoberta de um corpo estranho por um grupo de cientistas e que termina dando, em sua maioria, tudo errado. Uns podem dizer que lembra Alien ou outros lembram os filmes de invasões dos anos 80. Mas na realidade, o que faz a trama de Life e também do filme uma grata surpresa está naquele detalhe que pode fazer a diferença em qualquer filme: a sua condução.

Em um futuro plausível, uma equipe de investigadores estão em uma base espacial esperando o retorno de um material coletado na superfície de Marte. Com a coleta veio algo surpreendente: uma pequena forma de vida orgânica. Claro que com o grande feito de saber que existe uma vida orgânica fora da esfera humana, é de se comemorar e a Terra, como um ato simbólico, batiza a criatura como Calvin. Mas assim como muitos esperam, a criatura consegue escapar da incubadora e além de fisicamente crescer rápido, também desenvolve  seu intelecto. E a partir do momento da fuga do monstro, a equipe tentará de tudo para destruir a espécie e não deixar que o mesmo chegue à terra.

© Sony Pictures Releasing International. All Rights Reserved.

Um dos maiores trunfos está mesmo no que muitos críticos dizem: essa abordagem “crivel” de toda a situação. Apesar de muitos dos personagens tomarem em um certo ponto da fita decisões baseadas em um senso comum, o mais interessante é que não é algo em um futuro extremamente longe, mas em algo que pode acontecer no dia de amanhã e os atos dos personagens se tornam palpáveis. Ao menos as atuações do filme estão acima do esperado para o gênero de terror no espaço.

Vida (Life) não nega suas influências e transforma isso a seu favor por uma abordagem um pouco mais realista em comparação aos outros. Personagens que teriam ações coerentes à situação, uma espécie que assusta mais pelos seus atos que sua presença em si e um final que nos faz pensar um pouco mais sobre o gênero e no que se assusta mais: um monstro fictício ou algo que está bem próximo a nossa realidade? Apesar de não fazer um tremendo sucesso, em terra onde não é continuação, remake ou adaptação, ver algo original (mesmo com argumentos que já vimos antes) é um pequeno frescor.

© Sony Pictures Releasing International. All Rights Reserved.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Autor do texto:

JOÃO PAULO

 

 

 

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