Crítica: Uma noite de Crime (2013)

Por Bruno Peralva 

 

Em Uma noite de Crime, o diretor James DeMonaco traz uma premissa muito boa e assustadora. Imagina durante um período de 12 horas no ano qualquer crime fosse legal. Com certa originalidade, Uma noite de Crime começa muito bem, mas depois se torna um filme de horror comum.

Numa América assolada pelo crime, o governo sanciona uma lei que todo ano existe um dia em que num período de 12 horas qualquer tipo de crime é listo e qualquer meio de ajuda, polícia, bombeiro, hospitais, não estarão funcionando.

O filme gira em torno de uma família cujo patriarca, James Sandin (Ethan Hawke) trabalha numa empresa que cria sistemas de segurança para proteção de casas para, principalmente, o dia do expurgo. Logo sua casa tem uma segurança bem reforçada. Nas cenas iniciais pode-se perceber uma pitada de inveja dos vizinhos com a casa com segurança de última geração dos Sandins durante a conversa da mulher de James, Mary (Lena Headey), com a vizinha.

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Vigilandia

Durante a noite do expurgo, a casa dos Sandins já está com o sistema de segurança totalmente ativado. Mas um homem do lado de fora pede para entrar na casa para não ser morto por um bando de expurgadores. Quando o filho deles vê que o homem do lado de fora vai ser morto ele desativa o sistema abrindo a porta para dar abrigo ao desconhecido.

A partir daí, as pessoas que querem expurgar pedem para os Sandins entregar aquele que eles querem matar e ainda mais, eles dizem que têm equipamentos suficientes para entrar em qualquer casa e nessa noite eles têm o direito de fazer o que quiserem.

A família completando com a filha deles parte em busca do agora invasor pela casa. Depois de conseguirem pega-lo eles não têm coragem de manda-lo para morte, então o grupo invade a casa deles, todos mascarados. E então começa o jogo de gato e rato. Os mascarados tentando matar o expurgo deles e agora a família também.

No final, quando tudo parece estar seguro a família ainda tem que enfrentar os vizinhos recalcados.

Uma Noite de Crime cria uma expectativa muito boa, mas depois acaba sendo um filme de terror como outro qualquer e nem as máscaras dos assassinos criam uma boa tensão como filmes como “Os Estranhos” e “Você é o próximo” criaram. Mas mesmo assim, as perseguições finais e a luta dos Sandins por sobrevivência tiveram seus acertos.

Talvez o grande erro do filme foi criar uma dimensão tão grandiosa, crimes legais em todo o território dos E.U.A, e deixa-la muito limitada a uma família.

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BRUNO PERALVA

 

Nota: 7/10

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