CRÍTICA: UM HOMEM ENTRE GIGANTES (2016)

Por Rafael Yagami

O que acontece quando você é nigeriano e tenta destruir todo o encanto do esporte mais querido e famoso nos Estados Unidos? A trama segue o Dr. Bennet Omalu que atua como neuropatologista forense acha uma estranha lesão cerebral em um jogador da NFL, deixando uma grande dúvida consigo, o doutor passa a fazer extensa pesquisa e testes que comprovam um tipo de lesão grave que é comum em jogadores de futebol americano, com os fatos em mãos ele parte para a luta direta e indireta contra a gigante NFL.

Assumindo a direção temos o pouco conhecido Peter Landesman que conduz a trama de forma sem novidades, como qualquer outro drama revelador biográfico, partindo de uma ideia, depois um ponto crucial e o desfecho, nada que já não tenham sido feito e de forma melhor. Roteiro também escrito pelo diretor merece destaque, toda a pesquisa, entrevista e testes são convincentes e interessantes, o público entende e se choca com a gravidade da situação, personagens com camadas e emoções autênticas são um dos pontos positivos a favor do filme.

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No elenco temos o grande Will Smith no papel principal do doutor, o ator já se mostrou extremamente competente quando o assunto é drama. Dono de duas indicações ao Oscar, aqui nos entrega uma atuação muito firme e competente, cheio de camadas e níveis, carrega o filme nas costas com suas descobertas e força de vontade, mesmo depois de todas as dificuldades profissionais e pessoais.  O filme ainda conta com a participação do excelente Alec Baldwin dispensa elogios, Gugu Mbatha-Raw, Luke Wilson e Adewale Akinnuoye-Agbaje completam o elenco.

Todos sabem da polêmica do Oscar de não indicar pelo segundo ano consecutivo atores negros em categorias de atuação, Will Smith que foi indicado ao Globo de Ouro se mostra um dos grandes esnobados, junto com o Idris Elba em seu maravilho papel no filme da netflix “Beasts of no nation”, por que esnobar ambos? Talento e competência  não faltou em suas interpretações.

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Concussion no original veio com total foco em premiações, mas no fim se mostro fraco na corrida aos prêmios, com grandes atuações, um tema forte e impactante merece ser assistido e com certeza levantará debates sobre até que ponto o esporte é valido, vale a vida do atleta? Literalmente, você tem que dar a sua vida ao time? E será que o time vai dar a vida por você no fim?


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Nota: 6/10

Rafael Yagami

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