CRÍTICA: T2 TRAINSPOTTING (2017)

Por João Paulo

Um dos bordões mais interessantes de Transpotting, do diretor Danny Boyle é a questão da escolha. Ver Transpotting 2 com todo o elenco original em uma nova história é estranho. Mas ao mesmo tempo para uma pessoa que não conhece a obra original é sem duvida uma das experiencias mais interessantes que se pode sentir no cinema atual. O filme inicia como “terminou” o filme anterior: Renton, personagem de Ewan McGregor, longe do universo que deixou para trás. Mas após um problema de saude, volta para casa e com o retorno, a vida de todos que ele deixou para trás irão colidir e uma triste verdade vem a tona para todos.

Escolher …

Escolher continuar um filme após 20 anos e ter o feito de reunir todos é para se dizer que é um tiro no pé mas a maestria do seu roteiro escrita por John Hodge e o carisma total do elenco principal continua mais do que sedutor.

Escolher voltar as raizes faz de Danny Boyle um dos mais interessantes diretores da atualidade. Após ter feito uma experiencia curiosa em Steve Jobs que é seguir um padrão de contar uma história, volta a fazer a diferença em não somente criar planos curiosos, mas aproveitar novas técnicas de filmagens como o inusitado uso de cameras goPro e filtros de Snapchat para criar uma linguagem surreal e sem igual.

Escolher uma trilha sonora que não é somente um deleite para os ouvidos mas também de criar momentos únicos e marcantes para os personagens do filme. Além de ter por enquanto dos dos melhores usos de uma música nesse ano que vão para o tema de ação de John Barry para os filmes de James Bond e Dreaming de Blondie que faz uma das cenas mais belas e tristes do filme.

Escolher em não assistir o original e perceber o real brilho dessa continuação, que é a questão de sentir os 20 anos nos personagens. Ao invés de ver flashblacks todos os tempos, os seus atos, suas posturas diante a um determinado tema e principalmente de como a nostalgia ao invés de ter levado a glória, levou por um lado a ruinas e de ter tomado decisões bastante equivocadas.

Ao fim de tudo, Transpotting 2 entra naquele rol de uma continuação que no fundo não desejamos que acontecesse, mas veio de uma maneira tão interessante e tão vibrante que até o momento da primeira cena até a derradeira, se transforme uma jornada bastante interessante até mesmo uma despedida de verdade a esses personagens amorais que apenas fizeram algo que muitas vezes, todos temos medo de fazer … Escolher … viver.


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