CRÍTICA: SULLY – O HÉROI DO RIO HUDSON (2016)

Por Rafael Yagami

5estrelas115 de janeiro de 2009. Logo após decolar do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, uma revoada de pássaros atinge as turbinas do avião pilotado por Chesley “Sully” Sullenberger. Com o avião seriamente danificado, Sully não vê outra alternativa senão fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson. A iniciativa é bem sucedida, com todos os 150 passageiros a bordo sendo salvos. Tal situação logo transforma Sully em um grande herói nacional, o que não o isenta de enfrentar um rigoroso julgamento interno coordenado pela agência de regulação aérea nos Estados Unidos.

O veterano Clint Eastwood assume a direção, e entrega possivelmente seu melhor trabalho em anos, o nível de inspiração aqui é altíssimo. Sutileza, tanto na forma que foi montado e filmado é grande demais, sem contar em sua baixa duração, algo não muito normal para os padrões do diretor. O filme é basicamente um drama de tribunal, mas não se engane se acha que sabe o desenrolar desta trama, mesmo sendo um fato um tanto recente, o diretor monta e entrega aqui um material aprofundado na dificuldade da humanidade de reconhecer bondade sem segundas intenções.

maxresdefault-1

O roteiro fica a cargo do novato Todd Komarnicki, que no currículo conta apenas com o suspense “A Estranha Perfeita” o que fica muito curioso quando se esta assistindo Sully é a sua trama e como ela é apresentada ao público, obvio que o filme vai apresentar seu tão prometido pouso forçado no rio, porém o filme entrega não só apenas um pouso e sim vários sobre diversas perspectivas e nada disso fica cansativo ou repetitivo. Um roteirista novato que entrega um trabalho digno de prêmios, cheio de camadas e muitas reflexões para o publico, chega a ser emocionante em vários momentos.

Tom Hanks entrega aqui um trabalho excepcional, um dos melhores do ano, o publico esquece que está assistindo a um ator tão conhecido e acredita firmemente nos sentimentos de um homem que salvou milhares e ainda está sendo questionado, desempenho maravilhoso que merece ser lembrado na temporada de premiações. Aaron Eckhart, como copiloto nos presenteia com um trabalho firme e que marca seu lugar na trama, um apoio perfeito para o protagonista que sofre tanto internamente.

maxresdefault-2

Sully no original é sem dúvida uma das surpresas do ano e deve marcar presença na temporada de premiações, o filme que foge do convencional de ganhar dinheiro em cima de uma noticia tão conhecida, aqui o objetivo é mostrar que milagres ainda existem e a bondade pode ser achada nas pessoas e por ser algo tão raro hoje em dia, chega a ser contestada. Filmaço, vale o ingresso, entretenimento para todos.


RAFAEL YAGAMI
RAFAEL YAGAMI

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: