CRÍTICA: Steve Jobs (2016)

Por Vinicius Montano

 

Depois do fracasso que foi o filme do Jobs em 2013 protagonizado por Asthon Kutcher na qual foi fraco o filme, o cinema tentou fazer um novo filme mais sério, promissor e dinâmico e dessa vez conseguiu nas mãos de Danny Boyle trazendo Michael Fassbender no papel de Steve Jobs.

Focado nos bastidores de três lançamentos icônicos e terminando em 1998 com o lançamento do iMac, `Steve Jobs´ nos leva aos bastidores da revolução digital e apresenta um retrato intimo de um homem brilhante em seu epicentro. Uma sobre o computador Macintosh, outra envolvendo a empresa NeXT e a última sobre o revolucionário iPod.

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O filme tem um elenco promissor. Michael Fassbender interpreta Steve Jobs, fundador e pioneiro da Apple numa atuação que supera de 10 a 0 Asthon Kutcher na qual estava bastante superficial; ao lado da vencedora do Oscar Kate Winslet, como Joanna Hoffman, que na época era chefe de marketing da Macintosh, merecidíssima a vitória dela no Globo de Ouro, pois ela rouba bastante a cena e mostra que é a coadjuvante certa da vez. Steve Wozniak, cofundador da Apple, é interpretado por Seth Rogen num papel bom e Jeff Daniels atua como o até então CEO, John Sculley embora apareça pouco em cena. O filme também traz Katherine Waterston como Chrisann Brennan, como a ex-namorada de Jobs, num papel bastante secundário e interessante da trama que aprofunda bem a ausencia dela com o Jobs e a filha, e Michael Stuhlbarg como Andy Hertzfeld, um dos membros do time de desenvolvimento do Macintosh, da Apple como uma participação satisfatória.

O roteiro foi escrito por Aaron Sorkin, o mesmo que escreveu o brilhante A Rede Social, que repete o mesmo na área da telecomunicações, bastante profundo e educativo e foi para faturar mais uma vitória no Globo de Ouro, você já espera que vai ser empolgante. O enredo aprofunda muito bem toda as características profissionais, psicológicas e familiares entre Jobs, embora peca em alguns momentos o ritmo da narrativa sem tira o brilho do filme.

Steve Jobs tem uma direção bastante complexa de Danny Boyle, mostra que ele ressuscitou a biografia com êxito, mas não é memorável, mas um tubarão da mídia mundial da informática numa fita que os 122 minutos valem a pena serem curtidos com uma ótima fotografia e uma edição satisfatória, mas que faltou algo para o desfecho do filme.

VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

 

Nota: 8/10

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