Crítica: Sobrenatural A Origem (2015)

Por Tom CP

 

Em 2004, o diretor malaio James Wan injetou sangue novo no gênero terror com seu arrasta quarteirões sangrento Jogos Mortais. De lá para cá, ele foi o responsável pelo lançamento de muitos filmes rentáveis nas telonas, como o cultuado Invocação do Mal (2013), que renderam sequências e um spin-off.

SA1Apesar do cineasta ser ótimo em lançar franquias novas, parece que ele não é muito bom em dar continuidade para suas histórias. É o que acontece com o ótimo Sobrenatural, lançado em 2010. Um terror arrepiante e com estilo único, o longa ganhou uma sequência fraca e paspalhona em 2013, entregue pelas próprias mãos de Wan. Na tentativa de tirar mais sangue de um corpo que já estava quase seco, o estúdio lança agora mais uma sequência retornando às origens da história, comum quando a franquia se esgota em direção ao futuro. Só que dessa vez Wan passou a direção para Leigh Whannell (roteirista do curta e do longa Jogos Mortais). Mas não é que Sobrenatural: A Origem tem um resultado melhor que a segunda sequência da série?

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Whannell não mexe muito no estilo construído pelo diretor antecessor, aquele ar retrô e o clima assombroso ainda estão presentes no longa. A contribuição de Whannell é aprimorar o que antes não funcionava muito bem. Os efeitos especiais e a maquiagem são as mudanças mais perceptíveis. Chegava a ser até cômica a maquiagem do primeiro filme, em determinadas cenas. A inclusão de um elenco melhor, também conta aqui.

A história serve como prelúdio do filme original e segue mostrando a jovem Quinn (Stefanie Scott) e sua família. A menina perdeu a mãe recentemente e mora com o pai, Brenner (Dermot Mulroney), que tenta a todo custo continuar a vida, mas está indo de mal a pior. Quinn tenta segurar as pontas na casa e sua ânsia por tentar contatar o espírito de sua mãe a faz libertar uma entidade maligna, que passa a persegui-la. É ai que a menina vai atrás de uma fragilizada Elise (Lin Shaye), para ajudá-la com aquilo que ela não conseguia compreender. A médium Elise representa o elo dessa terceira parte da saga com os demais filmes, o que torna bastante interessante conhecer seu passado. Outros personagens dos filmes anteriores também retornam.

SA3Apesar desse fechamento da história ser superior ao filme anterior, nem tudo sai perfeito. A participação de Mulroney dá gás novo e necessário ao longa, igualmente é o retorno de Shaye. Contudo, não há muita novidade na trama e o desgaste é evidente. A história é basicamente a mesma dos filmes anteriores, com a diferença de que dessa vez foi ao menos bem produzida e dirigida. Ainda sim, para quem gosta de terror em tempos escassos para o gênero, Sobrenatural: A Origem vai agradar. Cenas de susto e suspense estão garantidas!

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TOM CP
TOM CP

 

Nota: 6 / 10

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