CRÍTICA: ROTEIRO DE CASAMENTO (2016)

Por João Paulo Rodrigues

Roteiro de Casamento, filme argentino recém-lançado no mercado brasileiro, carrega por enquanto o status do maior bilheteria de um filme local. Com quase 2 milhões de espectadores, apenas dá mais visibilidade ao cinema local que mesmo com blockbusters como Capitão América Guerra Civil e Batman vs Superman, nunca deixou de ter o seu público fiel longe do seu radar.

O filme que tem em sua tradução literal Me Casei Com Um Idiota faz uma dobradinha que aconteceu alguns anos atrás entre o diretor Juan Taratuto e a dupla de atores Adrian Suar e Valeria Bertuccelli após o “neo-clássico” Um Namorado Para Sua Esposa. A trama é bem interessante a primeira vista: Um ator babacão mas badalado Fabian (Suar) está filmando um novo projeto romântico e tem que contracenar com Florencia (Bertuccelli ). O detalhe é que a moça não ê uma boa atriz porém se apaixona e tenta levar adiante a relação. Mas com o tempo passando, ela percebe que se apaixonou pelo personagem e não pela pessoa dele. E ele vai tentar se tudo para que ela se apaixone pelo que ele é.

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De fato a trama soa interessante. Para uma pessoa desavisada como é o público brasileiro compra e muito a ideia cômica de um ator panaca tentando conquistar alguém. Ao mesmo tempo, acreditar na concepção de que pequenos atos são para buscar fama e por aí vai. Mas ao decorrer do filme, essas ideias se perdem por saídas fáceis e momentos que buscamos a vergonha alheia como uma ferramenta para o riso. Que não funciona por assim dizer.

Por falar de atuações, o que aconteceu com Valeria Bertuccelli nesse filme? Um dos maiores resgates que se faz no filme anterior com a explosiva Tana Ferro desaparece com Florencia. É muito interessante ela ser uma “atriz ruim” no projeto, mas ao decorrer, parecia nítido da história soltar um momento cômico da atriz mas o tiro saiu pela culatra e quando chega ao terceiro ato, não se reconhece essa grande atriz.

E o que dizer de Adrian Suar. Para deixar bem claro, o ator é péssimo por vida. Em quase todos os seus projetos, nunca existe a razão em dizer: vejo pelo ator, mas sim pela história ou pelos atores que estão contracenando com ele. Aqui também isso não é diferente. Em palavras bem diretas: ele é o Adam Sandler argentino ou Fabio Porchat local. Mas como um bom produtor que é, ainda consegue ter um olho para uma boa história, mas quando se lembra que ele é o principal, bem …

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Roteiro de Casamento é mais uma comédia romântica com toques dramáticos que reprisa sem dó e nem piedade a cartilha de blockbusters não hollywoodianos, mesmo copiando na cara dura a sua estrutura.  Uma comédia que não empolga, um romance duro de ter afeto e um drama inexistente e vazio. Mas se esse filme caísse nas mãos de um Sandler ou Porchat da vida, poderiam ser o melhor filme de ambos.


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João Paulo

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