CRÍTICA: ROGUE ONE – UMA HISTÓRIA STAR WARS (2016)

Por Rafael Yagami

4estrelasAinda criança, Jyn Erso foi afastada de seu pai, Galen, devido à exigência do diretor Krennic que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera, ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor e do robô K-2SO.

Gareth Edwards assume a direção, sua filmografia é pequena e seu trabalho mais conhecido é a refilmagem “Godzilla” de 2014, o que já é um tanto curioso dar a direção de um projeto tão ambicioso para esse diretor e infelizmente o resultado é abaixo das expetativas. O ritmo do filme é uma desgraça, quase todo o primeiro ato é monótono e já deixa a sensação de cansaço logo na cena inicial, as tão esperadas cenas de ação são muito dispersas e o filme não sabe fazer uma transição da adrenalina para a reflexão. Longas cenas onde só tem personagens conversando um com o outro, cheio de diálogos com exposição barata e “encher linguiça”.

Rogue One: A Star Wars Story (Donnie Yen) Ph: Film Frame ©Lucasfilm LFL

Os quesitos técnicos estão incríveis como sempre, bonito figurino recriando muito bem toda a atmosfera do filme lançado nos anos 70, direção de arte e efeitos visuais excelentes, não seria surpresa se aparecessem entre os indicados ao Oscar. O 3D é inútil e está aqui para tirar mais dinheiro do publico, a trilha sonora apesar de ter as melodias que o povo tanto ama ver, não traz muita novidade para o projeto.

Comandando o roteiro temos: Chris Weitz, Tony Gilroy e Gary Whitta, se baseando nos personagens criados por George Lucas, e a equipe consegue realizar um trabalho que na teoria seria incrível, porém com esta direção pouco inspirada o material perde força, toda a equipe, a tal “Rogue One” tirando um personagem que é cego (melhor personagem masculino) nada se salva, motivações fracas e diálogos sofríveis e some tudo isso com diálogos cheio de exposição, feito tudo da forma mais banal possível.

Rogue One: A Star Wars Story (Diego Luna) Ph: Film Frame ©Lucasfilm LFL

No elenco temos  Felicity Jones na pele da personagem principal, e a atriz é uma das piores cosas do filme, sem expressão e “sem sal” entrega um desempenho sem vida, sem inspiração e não transmite nada para o publico. Ben Mendelsohn é um vilão funcional, imponente e com o uniforme todo amassado, Mads Mikkelsen e Forest Whitaker são personagens esquecíveis e Diego Luna é entediante. Donnie Yen tem personalidade e carisma, melhor personagem do filme.

Rogue One: A Star Wars Story no original é um filme divisor de águas, com uma direção sem vida, roteiro singular e atriz principal morta, mas onde toda a esperança parecia perdida, do nada temos uma carta na manga, seus últimos 15 minutos se revelam uma das melhores coisas do ano, é uma sequencia espetacular, cheia de energia e vai levar os fãs da saga original à loucura com a presença de figuras conhecidas e não podemos esquecer de falar do grande Darth Vader, tem ele sim para a nossa alegria, é pouco, mas perfeito.


RAFAEL YAGAMI
RAFAEL YAGAMI

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