CRÍTICA: REI ARTHUR- A LENDA DA ESPADA (2017)

Por João Paulo

 

Existem casos interessantes de filmes que utilizam recursos diferenciados para contar uma história. Podemos citar como exemplo o ‘The Love Witch’ que utiliza os efeitos e recursos do movimento giallo para contar uma história romântica de uma bruxa. Ou a rotoscopia digital que foi utilizada em ‘A Scanner Darkly’ de Richard Linklater para adaptar um conto de (Phillip K. Dick).  Já o novo filme de Guy Ritchie, Rei Arthur: A Lenda da Espada, faz algo que é bem recorrente da sua filmografia que é seu estilo frenético de edição e cortes rápidos. Entretanto, não é um tipo de recurso que ajuda a contar uma história clássica.

Na visão de Guy Ritchie existe a questão dos elementos clássicos do conto: a existência de Excalibur, onde ela foi tirada de uma pedra e aquele que tira essa arma da pedra, se tornaria o novo rei da Inglaterra. Entretanto a visão de dele detém todos os elementos que todos conheceram desde seus primeiros filmes. Entretanto como a história de Arthur além de clássica é querida por muitos, existe uma obrigação no diretor e na equipe em criar uma história que o espectador possa ter essa conexão e em muitas cenas não consegue por nada. Não que o estilo de Ritchie seja ruim, apenas não consegue encaixar como deveria ser.

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Ainda sim, existem interessantes momentos dentro do filme. Ao começar com a impressionante sequência inicial com seu tom bem denso e aquela sensação exagerada e ao mesmo tempo bem vinda de fantasia e aventura mágica. Outro ponto também é de como o diretor traz o silencio pausado nas cenas de mortes de personagens importantes para a trama, deixando uma estética bem simbólica e até linda dentro de sua filmografia. Ao restante podemos destacar a incrível e poderosa trilha sonora de Daniel Pemberton que casa de uma maneira perfeita ao estilo e a proposta de Ritchie para a trama.

Rei Arthur: A Lenda da Espada detém um conjunto de erros e acertos. Os acertos vem pela sua direção enérgica de Guy Ritchie em muitos momentos e ainda permite-se em fazer cenas belíssimas, porém o seu próprio estilo muitas vezes se choca com a história clássica e por muitas vezes pode fazer com que o espectador que cresceu vendo ‘Excalibur e A Espada Era A Lei’, fica um pouco fora de lugar. Talvez não fará aquele sucesso estrondoso já que pode ser o primeiro grande fracasso do ano, porém mediante aos filmes em cartaz, sempre é valido ver um diretor que tem suas marcas autorais na tela, mesmo não sendo a sua obra prima.

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AUTOR DO TEXTO:

JOÃO PAULO

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