CRÍTICA: TERRA ESTRANHA (2016)

Parker Pictures Productions presents "Strangerland" a Film by Kim Farrant, Starring Nicole Kidman, Joseph Fiennes. Also Starring Hugo Weaving Producers, MacDara Kelleher, Naomi Wenck Exectuive Producers Christopher Woodros, Molly Conners, Richard Payten, Andrew Mackie

Por Rafael Yagami

 

NOTA:

2 ESTRELAS

” Longa sem Desfecho”

 

Um casal se muda para uma parte desértica e remota da Austrália junto com seus dois filhos, tentando fugir de um passado obscuro, porém sua filha mais velha que tem um temperamento rebelde e uma vida sexual desenfreada, o problema se instala quando depois de uma tempestade de areia, os dois filhos do casal desaparecem. Em meio ao desespero da procura a policia é envolvida, onde segredos do passado voltam para assombrar o casal e ainda deixarem eles expostos a serem acusados de responsáveis do desaparecimento.

A direção da estreante Kim Farrant, é bem concisa em estabelecer seu objetivo, excelentes enquadramentos explorando ao máximo a beleza desértica da paisagem, planos longos reforçando a atmosfera e muitas cenas cruas e realistas. Porém a diretora erra no tom e ritmo da produção, grandes atos onde nada acontece e muito falatório transforma a produção em algo irritante, principalmente do segundo ato para o final.

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O roteiro escrito por Fiona Seres e Michael Kinirons é uma dor de cabeça a parte, tudo bem que a trama não é a das mais originais, porém cria personagens genéricos demais e a protagonista é irritante de tão chata. Aqui falta sub tramas descentes, personagens coadjuvantes que tenham alguma importância e o mais importante e essencial, um desfecho.

Que Nicole Kidman é uma das melhores atrizes em atividade não é surpresa pra ninguém, indicada ao Oscar 3 vezes e com uma vitória por “As Horas”, a atriz já provou pra todo o mundo seu talento, e aqui não é diferente sua experiência e carga pessoal salvam sua personagem. Joseph Fiennes conhecido pelo seu papel no universalmente odiado “Shakespeare Apaixonado” tem um desempenho bem morno, aparece aqui, aparece ali e some. Hugo Weaving, o eterno “V de Vingança” tem uma cena de sexo de destaque, fora isso não tem material para trabalhar.

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Strangerland no original, é uma produção australiana que conta com uma direção dedicada, um cenário lindíssimo e atuações razoáveis, porém seu roteiro amador e seu ritmo maçante, transformam essa produção em um dos filmes mais esquecíveis lançados nos últimos anos.


RAFAEL YAGAMI

 

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