CRÍTICA: REBECCA, A MULHER INESQUECÍVEL (1940)

Por Rafael Yagami

Uma jovem de origem humilde se casa com um riquíssimo nobre inglês, que ainda vive atormentado por lembranças de sua falecida esposa. Após o casamento e já morando na mansão do marido, ela vai gradativamente descobrindo surpreendentes segredos sobre o passado dele.

Esse grande clássico do cinema foi dirigido pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock, aqui com seu primeiro trabalho que levou o Oscar de melhor filme, tudo o que o consagrou como um dos maiores diretores de todos os tempos esta aqui: grandiosas ambientações, planos longos impecáveis, perfeita construção de tensão, excelente uso dos efeitos limitados para a época. Jogo de câmera de outro mundo chega a ser incrível ver o que o diretor fez nos anos 40, que é muito usando ainda hoje e em muitas das vezes, ninguém faz tão bem quando Hitchcock.

1819

No roteiro temos a dupla Michael Hogan e Joan Harrison no comando da adaptação da obra de Daphné Du Maurier para os cinemas e o resultado não poderia ser melhor. Mesmo depois de 76 anos continua se mantendo uma trama muito atual sobre superação do passado e aceitação do futuro. Grandes personagens, diálogos maravilhosos e aquele suspense que prende o público até o momento final. E não podemos esquecer-nos das grandes reviravoltas, muito bem estruturadas e convincentes. Um grande estudo sobre o amor verdadeiro e tudo que se faz para mantê-lo até o final.

No maravilhoso elenco, começando pelo feminino temos a grande Joan Fontaine em um trabalho excepcional como uma mulher frágil e com medo da situação, com seus olhos expressivos leva o publico a loucura. Judith Anderson em uma das personagens mais misteriosas e detestáveis da história do cinema escreve seu nome na eternidade pelo seu trabalho aqui como uma das maiores. Florence Bates mesmo aparecendo apenas no inicio deixa sua marca, um grande trabalho e uma personagem desagradável. O grande Laurence Olivier aqui mais uma vez excelente como sempre, um grande ator, um grande trabalho e um maravilhoso desempenho. George Sanders também entrega um trabalho ótimo, com um personagem invejoso e detestável.

rebecca

Rebecca no original recebeu 11 indicações ao Oscar de 1941, levando apenas duas estatuetas: Melhor fotografia em preto e branco e Melhor filme. Escreve seu nome da história como um dos melhores suspenses já feitos. Cheio de reviravoltas, uma direção firme e um elenco maravilhoso, Rebecca mesmo sendo alguém que não aparece no filme, será um nome que também dará medo em você.


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Nota: 10/10

Rafael Yagami

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