Crítica: Que Mal Eu Fiz a Deus? (2015)

Por Alysson Melo

 

O longa conta a história de uma família francesa onde ano após ano, os pais veem as suas filhas se casarem, mas o problema são os maridos escolhidos por elas: um é argelino muçulmano, o segundo é judeu e o terceiro chinês, onde nenhum deles é católico e sendo assim não eram os genros que eles sonharam para a sua família, e esse é o remote de todo o longa Que Mal Eu Fiz a Deus.

O diretor Philippe de Chauveron, não tem muitos filmes no currículo, estando ainda em início de carreira, dirigindo os filmes com temática infantil “O Aluno Docubu” e “Docubu 2”, o cineasta conseguiu trazer uma boa comédia com piadas bem engraçadas e situações cômicas que se conectavam com o público criando simpatia e carisma pela história.

 

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O elenco foi bem selecionado e conta com atores franceses bem famosos como Christian Clavier (“Asterix e Obelix: Missão Cleópatra”), Chantal Lauby (“A Gaiola Dourada”) e Ary Abittan (“A Grande Volta”), a química dos protagonistas foi muito boa e convincente, assim como o elenco coadjuvante trazendo atuações satisfatórias sem maiores surpresas ou grandes interpretações.

A trilha sonora é bem executada e possui uma boa sonoridade, além da fotografia bem feita. O roteiro é simples e já bem manjado em muitas comédias americanas já vistas, por seu enredo não trazer grandes inovações e novidades, a comédia perdeu um pouco a sua força e isso se tornou um ponto negativo para o longa, outro fato a observar é a história caminhar para o mesmo lado comum, com o uso em excesso de clichês e situações previsíveis que poderia ter sido mais inovador nesse sentido.

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O longa vai continuando e nos mostra a história da quarta filha dos protagonistas onde a mesma também decidiu se casar, eles ficam felizes ao saber que finalmente terão um genro de religião católica, mas a moça faz questão de omitir que o mesmo é negro e a partir daí é onde surgem mais situações como preconceitos, temática religiosa, brigas entre a família branca e a negra e mais clichês na narrativa onde famílias dos noivos discutem e se divergem por não aceitar o casamento dos filhos, essa história nós já vimos uma porção de vezes no cinemas.

Apesar de suas falhas e finalizar por um caminho mais fácil, a narrativa tem bons momentos, nos faz rir boa parte do tempo e se tornando uma boa comédia a se assistir, sem levar muito em consideração o seu roteiro. Um longa leve, descontraída e sem aqueles usos exagerados de palavrões que muitos filmes do gênero usam, apesar do titulo enfocar muito em religião, o longa foi por outro caminho dando cobertura mais para os conflitos na família e sendo assim como resultado final, o filme cumpriu o seu papel único e exclusivo que é nos divertir e entreter, mostrando que o Cinema Francês ainda é bom em trazer bons filmes de comédia para as telas dos cinemas.

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ALYSSON MELO
Nota: 7/10

 

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