CRÍTICA: POWER RANGERS (2017)

Por Vinicius Montano

Famosos por audiência e boom cultural dos anos 90, os Power Rangers deram início à uma série de 60 episódios que marcou gerações do mundo inteiro. Com o passar dos anos, vários spin-offs foram lançados, e a criançada corria para assistir no canal Jetix, atualmente Disney XD.Além disso, dois filmes lançados no cinema com o mesmo elenco de cores da série original. Agora a Lionsgate, depois do fim da série “Jogos Vorazes”, busca uma nova franquia – e ela parece que encontrou: trata-se da versão remasterizada de “Power Rangers: O Filme”.

 Na trama, cinco adolescentes comuns descobrem dons extraordinários quando percebem que a sua pequena cidade, Angel Grove (assim como o mundo inteiro), estão à beira de ser extintos por uma ameaça alienígena. Escolhidos pelo destino, eles terão que superar seus problemas pessoais e se unir, formando os Power Rangers.

A trama é isso.  O estilo trash, que diverte com as bizarrices nos diálogos e cenas de luta, está presente e entregue no filme. O roteiro possui alguns easter eggs exagerados e outros que servem pra tirar riso da plateia. Há também citações de bullying, liderança de equipe e cenas na sala de detenção (referentes ao clássico nostálgico Clube dos Cinco). Porém, a edição é cheia de cortes, principalmente na trilha sonora. Para quem espera, a clássica ‘Go Go Power Rangers’ é mostrada somente uma vez, o que pode ser considerado um desperdício para fãs de séries. Os megazords, que apesar de bem produzidos visualmente, nunca mostram o conteúdo completo dos robôs.

 O elenco juvenil tem potência em cena. Dacre Montgomery e Naomi Scott, como Ranger Vermelho e Rosa, respectivamente, possuem química e mostram segurança em seus papéis. R.J Cyler, o Ranger Azul, rouba muito a cena com seus alívios cômicos. Ludi Lin e a cantora Becky G, os Rangers Preto e Amarelo, têm momentos interessantes, mas são deslocados em cenas e seus objetivos não funcionam. Zordon , interpretado por Bryan Cranston, como tem uma pegada interessante e lembra o Mestre dos Magos de He-Man. Elisabeth Banks, como a vilã Rita Repulsa, traz atuação caricata, sem graça e às vezes escandalosa, e por isso não supera o tom divertido da atriz da série original. Bill Hader, como Alpha, tem diálogos curtos e uma estética que o faz parecer um anão robô.

 A direção de Dean Israellite, do péssimo “Projeto Almanaque”, às vezes não sabe que rumo tomar – mas garante efeitos especiais, explosões e cenas de luta no ponto. Os fãs fanáticos por Power Rangers desde criança vão gostar do filme, que é na medida certa e traz diversão pura. Tem, ainda, cenas de ação muito caprichadas e alguns guilty pleasures exagerados, mas nada que tire do sério. Você simpatiza com os personagens e se conecta com os pontos fracos e psicológicos de cada um deles. Há uma cena pós-créditos, que talvez garanta uma continuação. Só o tempo dirá se é verdade ou mentira.


VINICIUS MONTANO

 

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