CRÍTICA: PLANETA DOS MACACOS – A GUERRA (2017)

Por Alysson Melo

A franquia Planeta dos Macacos não é de hoje que ela tem se consolidado como uma das melhores franquias da história do cinema, tendo o seu inicio com o “Planeta dos Macacos” (1968) sob direção de Franklin J. Schaffner, sendo um enorme sucesso de público e critica, dois anos mais tarde temos o “De Volta ao Planeta dos Macacos”(1970) sob o comando de Ted Post que não fez o sucesso esperado. No ano seguinte tivemos o “De Volta ao Planeta dos Macacos” (1971) do diretor Don Taylor que após esses eventos vieram mais duas continuações: “A Conquista do Planeta dos Macacos” (1972) e “A Batalha do Planeta dos Macacos” (1973) ambas por  Jack Lee Thompson.

Do ano de 1973 até 2000 ficamos sem um novo longa sobre o universo dos macacos e eis que surge um novo projeto do diretor Tim Burton em revitalizar a saga e trazer um novo universo em “Planeta dos Macacos (2001), que foi fracasso de bilheteria e detonado pela crítica especializada. Mesmo após a ruim tentativa de trazer de volta, em 2011 surge sobre distribuição Fox Film “Planeta dos Macacos – A Origem (2011)” e exatamente dez anos depois do último filme lançado nos cinemas. O longa veio sob a batuta de Rupert Wyatt que trouxe um excelente filme com enorme sucesso que trouxe um novo vigor a franquia. Em “Planeta dos Macacos- O Confronto” (2014) o ator e diretor Matt Reeves entrou no projeto como diretor e produtor sendo um sucesso ainda maior de seu antecessor algo pouco comum e raro hoje em dia. Concebido para ser uma trilogia, agora chega o terceiro e último filme “Planeta dos Macacos- A Guerra” que encerra a saga do personagem protagonista Cezar (Andy Serkis).

@DIVULGAÇÃO FOX FILM

A história continua após os eventos do segundo filme “Planeta dos Macacos- O Confronto” e eis que Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César (Andy Serkis) e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel (Woody Harrelson). Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito e outros são capturados, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.

A direção fica a cargo de Matt Reeves que retorna no comando de direção que ficou três anos se dedicando a finalizar a franquia com chave de ouro e ele consegue fazer essa proeza ao trazer um filme tão bom quanto o seu antecessor e quis trazer das atuações de seus protagonistas o mais próximo da realidade com a captura de movimentos, e nas dublagens. Reeves mostra o quanto evoluiu como cineasta e traz uma obra ascensoral e única que capitaliza todos os elementos necessários para a trilogia ser icônica e inesquecível no mundo do cinema.

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No elenco temos o retorno de Andy Serkis como Cézar que dá simplesmente um show em atuação seja na composição do personagem e na dublagem que mostra todo o drama e sofrimento causados pela guerra e nos brinda com ótimos segmentos de interpretação. Ao seu lado temos o ator Steve Zahn que interpreta o macaco Mau que está altamente incrível em cena, o seu personagem é o alivio cômico do filme, e traz ótimos momentos de diversão e descontração em meio a um clima super pesado e arrebatador dos conflitos entre os humanos e macacos. O antagonista temos o Woody Harrelson que vive o papel do coronel , ele está bem em cena e mostra todo o seu lado ruim e mau caráter de forma bem convincente e dentro dos parâmetros que a narrativa pedia, trazendo uma interpretação satisfatória e digna para a história. A boa adição está na jovem Amiah Miller que faz o papel da Nova, a jovem atriz está nitidamente bem em cena e conduz muito bem a sua personagem de maneira que logo nos cativamos e ficamos a torcer por ela.

O roteiro escrito por Mark Bomback que foi o roteirista do antecessor e seu longa mais recente foi “A série Divergente: Insurgente ” aqui ele traz um roteiro altamente bonito e promissor em mostrar todo o embate dos soldados com os macacos em um lugar onde eles buscam pela sobrevivência de sua espécie e os humanos de sobreviverem ao vírus instalado na região. O roteiro ele faz uma ligação com os filmes anteriores para mostrar o que de fato aconteceu e isso é muito bom porque mostra o elo e a continuidade da história de forma que quem não assistiu aos longas anteriores pode assistir ao capitulo final e entender o que se passou e poder assistir a esse novo episódio e compreender tudo o que é mostrado em tela. O enredo não é focado na ação e sim no drama dos personagens e mais uma vez foca no César e nos conflitos enfrentados por ele e seu bando. Quando se instalou o caos e a invasão dos humanos na moradia dos macacos e assim partindo em busca de um novo lar e César atrás de justiça com as próprias mãos. A guerra fica infinitamente maior e temos muitas cenas de ação, violência e bastante arcos dramáticos, que nos levam para um desfecho bastante emocional e cativante. Os efeitos especiais e a trilha sonora estão muito bem criados e montados que dão o tom e a realidade para o longa ficar a altura de sua história.

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Planeta dos Macacos- A Guerra é um ótimo filme, tão bom quanto o seu longa antecessor que mescla ação, aventura e ficção científica de primeira linha, encerrando a trilogia de maneira brilhante e atemporal e sabendo encerrar no tempo certo para evitar desgaste com continuações que podem vir a não darem certo. O longa possui vários temas como: sobrevivência, amor, lealdade, esperança, vingança, luta pela vida, guerra, tragédias, traumas etc. É um filme que irá levar você a um incrível mundo onde os macacos  e a raça humana vivem lado a lado e que te fará ver o mundo com outros olhos e acreditar na esperança pela humanidade e a paz mundial.

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AUTOR DO TEXTO:

ALYSSON MELO

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