Crítica: Perdido em Marte (2015)

Por Vinicius Montano

 

A carreira de Ridley Scott de uns tempos pra cá tava indo de médio a pior. Com filmes que colecionou alguns sucessos, mas esquecíveis como “Prometheus (2012)” na tentativa de dar um sucesso ao prelúdio de Alien, o fiasco e tenebroso “O Conselheiro do Crime(2013)”, e o fraquíssimo “Exodo: Deuses e Reis (2014)”. Agora ele finalmente se redime da maré de azar que vinha enfrentando nos últimos três anos com o seu novo filme de ficção científica Perdido em Marte.

Durante uma missão a Marte, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto após uma feroz tempestade e é deixado para trás por sua tripulação. Mas Watney sobrevive e encontra-se sem recursos e sozinho no planeta hostil. Apenas com suprimentos escassos, Watney deve contar com a sua criatividade, engenho e espírito para subsistir e encontrar uma maneira de sinalizar à Terra que está vivo. Há milhões de quilômetros de distância, a NASA e uma equipe de cientistas internacionais trabalham incansavelmente para trazer “o marciano” de volta enquanto seus colegas de tripulação simultaneamente traçam uma ousada, se não impossível, missão de resgate. Conforme essas histórias de incrível bravura se desdobram, o mundo se une para torcer pelo retorno seguro de Watney.

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Baseado no best seller ‘The Martian’ de Andy Weir, o filme capricha bastante no roteiro inteligente embora embarque em alguns clichês sem tirar o foco e perder a qualidade que o filme nos mostra, gostei de ficar mostrando os dias como iam se passando fora da Terra, um astronauta que é o faz tudo da história, é botânico e introduz as técnicas de botânica de como é usada. Os efeitos especiais são de encher os olhos, o plano de fundo é arrebatador com o visual da luz do sol, com um 3D bastante aproveitado e ótimas referências ao “O Senhor dos Anéis”.

A atuação do Matt Damon está espetacular mesmo como o Mark Watney que tem muito carisma e boa vontade, o filme tem um time de astros e estrelas como Jessica Chastain, Kristen Wiig, Kate Mara, Chiwetel Ejofor, Donald Glover (o alívio cômico que rouba bem a cena do filme), Jeff Daniels e Sean Bean com ótimas atuações. Ridley Scott dessa vez acertou bonito em nos proporcionar o drama de um homem largado no espaço, a polêmica da mídia e a tentativa frustrada de resgate e cenas com bastante adrenalina que faz Perdido em Marte se impressionar com o desenvolvimento e a angústia de Mark e o depoimento dos astronautas para a sua família, tirando um furo de uma cena. Enfim, uma ficção científica com altas chances de disputar o Oscar 2016 nas categorias técnicas.

VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

 

Nota: 9/10

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