CRÍTICA: PAIS E FILHAS (2016)

Por Rafael Yagami

Um homem marcado pelo trauma da morte precoce da esposa luta para criar sua filha, com a dificuldade de ser portador de uma doença grave e instável. 20 anos depois a filha hoje trabalhando com crianças perturbadas tem a dificuldade de trabalhar nesta tarefa ao mesmo tempo lidar com um trauma do passado.

O italiano Gabriele Muccino conhecido pelo mundialmente amado “A Procura da Felicidade” assume a direção de forma bastante empolgante, o diretor já provou ter mão cheia para dramas envolvendo a família e aqui se repete esse fato. A trama é conduzida de forma lá e cá nas duas linhas temporais nunca ficando entediante ou de difícil compreensão. O jogo de câmera é suave e em alguns momentos bem inteligente principalmente na cena do carro.

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O roteiro escrito pelo novato Brad Desch é o ponto fraco do filme, mesmo sendo uma história interessante de se ver, a trama é embrulhada em diversos polos e personagens que não são trabalhados de forma equilibrada, alguns personagens aparecem diversas vezes sem aprofundamento, outros fazem apenas pontas sem o devido tempo necessário para entrar na trama. O vicio da personagem principal também não é trabalhando de forma convincente, fica muito vago e o público não compra a ideia.

No elenco principal temos Russell Crowe como a melhor coisa do filme, atuação pesada cheia de traumas e medos, forte e ao mesmo tempo comovente. Amanda Seyfried dá vida à filha nos dias atuais, muito expressiva e presente em cena, uma de suas melhores interpretações. A atriz mais jovem da história a ser indicada ao Oscar de melhor atriz Quvenzhané Wallis também mostra talento, já grandinha mostra que tem muito a oferecer ao cinema, apenas precisa da oportunidade. Diane Kruger ótima em cena tem uma das personagens mais interessantes da trama, pena não ter muito tempo em cena. Janet McTeer, Jane Fonda e Octavia Spencer infelizmente grandes atrizes, porém sem material para trabalhar.

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Contudo Fathers And Daughters no original não tem a grandeza de “A Procura da Felicidade”, porém o peso dramático tem aqui de sobra com direito a cenas de cair o queixo e revelações bombásticas. Roteiro meia boca, grandes e pequenas atuações fazem de Pais e Filhas uma fita sem muitos destaques.


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Nota: 7.5/70

Rafael Yagami

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