Crítica: Pai em Dose Dupla (2016)

Por João Paulo

 

Em palavras simples. É maravilhoso quando um filme toca em um tema que já passou em nossas vidas. Esse tipo de situação faz com que muitas vezes começamos a acreditar que o próprio cinema consegue ajudar a ter melhores respostas que nossas vidas. Ou de como o mesmo cinema abre nossos olhos sobre o tema. Entretanto, quantas vezes se assiste filmes que tocam em uma ferida tão profunda que mesmo sendo um projeto inofensivo, consegue ser literalmente um tormento para se assistir? Bem, nessa categoria se pode encaixar muito bem a nova comédia de Will Ferrell e Mark Wahlberg, Pai em Dose Dupla.

Em sua historia, Brad (Ferrell) é um homem dedicado, trabalha na rádio e literalmente é uma boa pessoa. Ele é casado com Sara (Linda Cardinelli) e vive com os dois filhos dela do outro relacionamento. Apesar dos esforços de Brad, os filhos dela não conseguem ter respeito por ele. Entretanto, após o telefonema dos pai das crianças, Brad aceita buscar o mesmo para estar perto dos seus filhos. Mas Dusty (Wahlberg) tem outros planos e começa o ponto de partida de uma guerra com um motivo: Do amor aos filhos.

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O filme conseguiu algo interessante: Conseguir arrecadar mais do que o esperado já que tinha um concorrente chamado Star Wars: The Force Awakens. Da mesma maneira, o mesmo não teve aquela aceitação esperada com apenas 30% de aprovação no Rotten. O que surpreende já que o filme anterior da dupla, Os Outros Caras teve uma aprovação bem mais amplia do que se esperava. Como o tema do filme envolvem crianças e essa temática de paternidade, não será estranho ver somente copias dubladas do filme.

Entretanto, a premissa do filme pode soar um pouco depressivo já que quem já passou pelas situações de terem pais separados e de como isso pode causar. O filme abusa do bebe do patetismo que causa o comportamento dos pais. Mas ao mesmo tempo, olhando no lado paterno, o filme levanta questões interessantes sobre o que é realmente ser um pai e o que essa figura representa. Além disso, Ferrell e Mark fazem o seu trabalho demonstrando em uma figura genial o que representa ser padrasto e o pai aos olhos das crianças (o padrasto é sem graça e o pai é o melhor do mundo).

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Pai em Dose Dupla é uma comédia que conhece a si mesmo como mais um projeto que busca sempre o sorriso do espectador. Mesmo não sendo perfeito, quem é pai vai refletir muito bem sobre o tema. Se torna surpreendente é saber que muitos do que foram ver o filme foram pais que não somente levaram seus filhos para piadas fáceis, mas para ficar um pouco mais perto um do outro e ver que o sorriso compartilhado é principal propósito do filme.

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JOÃO PAULO

Nota: 7/10

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