Crítica: Olhos de Justiça (2015)

Por Vinicius Montano

 

Hollywood gosta de pegar filmes de outros países para tentar refazer com o jeito de trazer o sucesso de volta, mas não consegue com Olhos da Justiça. Remake do argentino ‘O Segredo dos Seus Olhos’, que ganhou o Oscar 2010 de melhor filme estrangeiro falou que após trabalhar a vida toda num Tribunal Penal, Benjamín Espósito se aposenta. Seu tempo livre o permite realizar um sonho longamente postergado: escrever um romance baseado num acontecimento que vivera anos antes. Em 1974, foi encarregado de investigar um violento assassinato. A Argentina entrava num ciclo de extrema violência política e a investigação colocou em risco sua vida. Ao escavar velhos traumas, Benjamín confronta o intenso romance que teve com sua antiga chefe, assim como decisões e equívocos passados. Com o tempo, as memórias terminam por transformar novamente sua vida.

Em Olhos da Justiça A vida dos investigadores do FBI Ray (Chiwetel Ejiofor) e Jess (Julia Roberts) e da procuradora Claire (Nicole Kidman) é severamente abalada pelo assassinato da filha adolescente de Jess. Treze anos após o crime, Ray continua buscando pistas e finalmente parece ter encontrado um caminho para solucionar o caso. A verdade é chocante e os limites entre justiça e vingança tornam-se imperceptíveis.

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O filme traz uma inovação no enredo que mostra uma análise dos acontecimentos que passaram do dia 11 de setembro do ataque das torres gêmeas do World Trade Center, mas totalmente descartável só pra fazer marketing ao enredo. O roteiro é totalmente uma vergonha de se ver, quem escreveu isso parece que tem problema na cabeça, fotografia mesquinha, trilha sonora fajuta e produção cafona destroem a praticidade de refilmar a versão argentina, idéias totalmente imbecis e mal feitas a montagem tornando o filme muito entediante.

As cenas do estádio, na hora de perseguir o assassino são tensas e bem produzidas é a única coisa que salva nesse filme comparado com a versão argentina. As atuações do trio principal são ruins, não há química de adultério decente entre os personagens de Chiwetwl Ejiofor e Nicole Kidman (cuja carreira atualmente está afundada e ela não faz bons papéis como antigamente), Chiwetel não mostra nenhum esforço que o Benjamin Esposito da versão argentina conduz a investigação e a trama de tribunal. Michael Kelly numa atuação de piloto automático, Alfred Molina numa simples participação de figurante do filme como o chefe de policia e Dean Norris da série Breaking Bad pelo menos salva o filme do fundo do poço com seus alívios cômicos.

Olhos da Justiça, possui uma antipatia a produção que é bastante inferior a produção argentina que é uma belíssima obra de arte ente os laços de justiça e vingança, e o desenvolvimento de uma reviravolta é bastante enrolado e o desfecho broxante. Pois é, não é que hollywood gosta de estragar filmes refilmados de outros paises. Enfim, um filme ruim e medíocre.

VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

 

Nota: 3/10

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