CRÍTICA: O VALOR DE UM HOMEM (2016)

Por Rafael Yagami

Aos 51 anos, Thierry está desempregado. Ele faz cursos, formações, mas não consegue nenhum cargo para ajudá-lo a manter o lar, a esposa e o filho deficiente mental. Depois de uma série de entrevistas humilhantes, Thierry é empregado como segurança de um supermercado. Mas seu trabalho consiste justamente em reproduzir com os clientes e com outros funcionários a lógica de dominação a que ele vinha sendo submetido.

Dirigido pelo francês Stéphane Brizé muito conhecido no seu meio, conta essa história de forma muito singela e realista, algo que faz parte do cotidiano de muitos em todo o mundo, o jogo de câmera é leve com direito até a planos longos, nunca fica chato ou maçante.

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No roteiro escrito pelo diretor com parceria de Olivier Gorce é muito rico e ao mesmo tempo simples, é apenas um homem tentando sustentar a família que tem que botar em xeque até que ponto isso vale, vale eu fazer outras pessoas sofrer? Vale eu ter todo esse sofrimento nas minhas costas?

Vincent Lindon vive o protagonista e sustenta todo o peso dramático e sofrimento da trama nas costas, transmite muito bem toda a dificuldade apenas com um olhar, uma grande atuação que foi premiada muito merecida em Cannes, com o Palma de ouro de melhor ator no festival.

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La Loi du marché no original, literalmente “A Lei do Mercado”, é um filme diferente do normal, lembra muito “Dois dias, uma noite” também com a mesma temática do trabalhador. Grandes atuações, um protagonista fortíssimo e um texto muito reflexível, emocionam e te faz pensar, o que você faria nessa situação? Até que ponto vale seu caráter?


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Nota: 10/10

Rafael Yagami

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