Crítica: O Último Caçador de Bruxas (2015)

Por Vinicius Montano

Astro famoso pelo marcante personagem do piloto de corridas de rua Dominic Toretto na franquia Velozes e Furiosos que marcou o auge da carreira, Vin Diesel teve bons filmes no currículo como “As Crônicas de Riddick – Eclipse Mortal (1999)”, A Batalha de Riddick (2004) e Riddick 3 (2013), e a atuação surpreendente da árvore Groot em “Guardiões da Galáxia”. Ele atuou em comédias de ação infantis como o passatempo “Operação Babá (2005)” e o drama criminal pouco conhecido “Sob Suspeita (2006)”. Agora ele lança nas telonas a aventura de fantasia O Último Caçador de Bruxas.

A história passa em Nova York, dias de hoje. Amaldiçoado com a imortalidade, o caçador de bruxas Kaulder (Vin Diesel) é obrigado a enfrentar mais uma vez sua maior inimiga e unir forças com a jovem bruxa Chloe (Rose Leslie) para impedir que uma convenção espalhe uma terrível praga pela cidade.

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A trama é cheia de clichês abarrotados de vários filmes com o tema fantasia e apocalipse e idéias sem inovação e o roteiro parece que foi escrito por um retardado cheio de diálogos horríveis de dar muita vergonha. Ele mostra cortes fúteis e ridiculos e o início totalmente mais absurda a narrativa que escutei que a bruxa causou a onda da Peste Negra que matou muitos humanos com a praga.

O filme tem uma direção que não inova em nenhum tipo de gênero, cenário de uma cidade toda tomada pelo apocalipse cheio de plantas e carros abandonados, que me lembrando “Eu Sou a Lenda”, outros filmes do gênero como “João e Maria: O Caçador de Bruxas”, “O Sétimo Filho” lançado esse ano e “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”. Esses dois últimos fracassos de público e crítica.

Vin Diesel protagoniza o papel mais vergonhoso da sua carreira, numa performance canastrona. A adição de um astro de luxo Michael Caine – não sei que diabos foi aceitar fazer essa bomba cinematográfica, o papel dele parece uma participação especial totalmente desnecessária a adição dele no elenco. Elijah Wood como o padre novato num papel pouco aproveitado e sem muito espaço. A destaque é a Rosie Leslie como a jovem bruxa com um figurino estilo Forum, mas o papel é totalmente superficial.

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Os efeitos especiais são feitos em um computador doméstico, e a computação gráfica o CGI totalmente amadora e artificial. Considerada uma verdadeira bomba, O Último Caçador de Bruxas é um filme que você assiste e nunca mais você quer saber dele e Vin Diesel lutando com bruxas numa fantasia vergonhosa que merece uma Framboesa de Ouro 2016 de pior atuação, num desperdício de carreira que vai ao cúmulo de pior filme de 2015, junto aos blockbusters “Cinquenta Tons de Cinza” e “Quarteto Fantástico(2015)”.

VINICIUS MONTANO
VINICIUS MONTANO

 

Nota: 1/10

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