CRÍTICA: O MÍNIMO PARA VIVER (2017)

POR: RAFAEL MAYRINK

 Uma comédia dramática para conversar sobre algo assustador.

 

Após o lançamento do polêmico 13 Reason Why, a Netflix, mas uma vez decide investir em um assunto, que é um tabu entre pais, escolas e a sociedade.

O Mínimo para viver conta a história de Ellen ou Eli (Lily Collins) uma jovem que está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra Dr. William Beckham (Keanu Reeves) Um médico não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.

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Longe de romantizar a doença a diretora estreante Marti Noxon consegue mostrar bem como a distúrbio afeta não somente o paciente, mas todos a sua volta. Uma mãe que não sabe se é a culpada, uma Irmã que não tem memórias próprias mas sim das datas que sua companheira passou mal. Em um dos momentos mais pesados do filme, é quando a família toda esta junto, e em cada diálogo fica evidente como todos ali foram afetados.

Grande parte do elenco esta dedicado, Colins convence, primeiramente por causa de sua de sua aparência. As cenas sem camisa, consegue da uma sessação de angústia e sofrimento, e muito de suas dores ela transmite pelo olhar. Reeves sempre carismático, mesmo que alguns momentos seja arrogante e não se espera algumas atitudes quando se trata de um médico. Lili Taylor Intepreta Judy mãe da protagonista, em um dos momentos, mais para o final, ela arrasa em sua interpretação, em um monologo você percebe tudo que esta sofrendo.

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O filme tem alguns problemas, primeiro por causa de não aprofundar tanto nas consequências e no trabalho psicológico das pacientes. Segundo existe um romance entre Ellen e Luke (Alex Sharp) o ator funciona como um alívio cômico e teria carisma para algo maior, mas que se torna um par romantico, tirando o foco de algum acontecimento mais relevante. O roteiro tenta mostrar outras pessoas com o mesmo distúrbios e apresentar outros que sofrem de algum que esteja relacionado, mas não tem nenhuma apresentação delas, quando você acha que aquela personagem vai se tornar importante, ela some e não é mostrado mais dele.

To the bone (em inglês) é o filme que a Netflix arriscou por causa de um tema difícil de trabalhar, mas conseguiu ser interessante e agradável de assistir, só poderia ter suavizado mesmo o verdadeiro drama de sua personagem.


Rafael Mayrink

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