CRÍTICA: O DONO DO JOGO (2016)

Por Rafael Yagami

No meio da guerra fria, a tensão aumenta a todo o momento entre Estados Unidos e Rússia, os russos com seus avanços são os melhores jogadores de Xadrez do mundo, porém os americanos descobrem um jovem prodígio que decide desafiar o russo em um campeonato mundial. Porém o americano começa a pensar que está no meio de uma conspiração nacional e sendo espionado, logo sua sanidade é botada em xeque.

A direção fica nas mãos do americano Edward Zwick, responsável pelos maravilhosos: “Diamante de Sangue” e “O último Samurai” já provou que é muito competente com filmes de época, aqui ele repete esse fato, a construção de época é muito bem feita e realista, lembra até um pouco a direção de arte e direção do filme “Ponte dos Espiões”. Porém o ritmo é muito lento, talvez até lento demais, deixando todo o filme arrastado.

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O roteiro escrito por Steven Knight baseado em fatos reais é um tanto pouco interessante, é difícil o público se interessar pela trama que nem é tão interessante assim para aqueles que não gostam muito de Xadrez ou sequer entende suas estratégias.

No elenco temos o eterno Homem-Aranha pobre Tobey Maguire no papel do americano ótimo em cena, um dos pontos positivos do filme, transmite loucura e estratégia apenas com o olhar. Liev Schreiber na pele do russo tem um olhar muito misterioso, é realmente um personagem intrigante e uma atuação suave. Peter Sarsgaard também ótimo em cena, e fechando o elenco principal à maravilha Lily Rabe ótima em cena como sempre.

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Pawn Sacrifice no original, que traduzido fica como “sacrifício de peão” muito melhor e mais original que o ridículo titulo nacional. Não tem muito valor de entretenimento, não é um filme divertido, mas vale a pena pela proposta e o debate aberto no final, depois das resoluções e revelações da história real.


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Nota: 5/5

Rafael Yagami

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