CRÍTICA: O CAÇADOR E A RAINHA DO GELO (2016)

Por João Paulo

A sensação que tinha saído após a sessão de Branca de Neve e O Caçador foi de que ter essa postura um pouco obscura e por muitas vezes arriscada não valeu muito a pena. A única vantagem desse filme foi de alavancar um pouco a carreira de Chris Hemsworh e nada mais. Existiram algumas polemicas fora dos holofotes. Mas sinceramente, pouco se importa. Afinal, independente de ter passado ou não, não salvaria o filme de qualquer jeito.

Curiosamente, quando foi informado que iria sair a continuação do filme, muito ficaram com isso na cabeça: sério? E quando não somente confirmaram a volta de Charlize Theron e Chris Hemsworth mas também a contratação de Emily Blunt e Jessica Chastain para a continuação apenas só aumentou essa sensação de deslocação de grandes atores em um projeto que já nasceu fracassado e falho. Mas ao sair de cartazes e trailers … o sentimento é o mesmo: realmente, filmaram isso. A pergunta que sobra ao final de tudo é: valeu a pena?

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A única coisa que é interessante resgatar é que o filme faz um tipo de 2×1. Ao mesmo tempo que estas vendo as origens do caçador, também está no mesmo filme os eventos consequentes do filme anterior. Explicando: Quando era jovem Freya, irmã de Ravenna, tinha um amor proibido com um rapaz da nobreza e um filho com esse rapaz. Entretanto, a fatalidade vem para a moça no qual é testemunha da morte do seu filho nas mãos do próprio pai. Com isso, desata uma fúria de gelo sem prescindentes e nos refúgios do norte, A Rainha do Gelo começa o seu império.

Com uma politica de abdução de crianças, ela de pouco começa a criar um exercito de Caçadores. Incluindo o jovem Eric e Sara. Os dois mesmo demonstrando serem os melhores de todos, mantiveram um amor proibido. A Rainha do Gelo sabendo de tudo separa os dois por uma muralha de gelo no qual Eric vê sua amada sendo morta. E quase morto, ele é jogado ao rio. Após os eventos do filme anterior, Eric junto com seus amigos anões tem uma missão de destruir o espelho que ainda causa terror ao reino e objeto de desejo da Rainha do Gelo.

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Em palavras simples: o filme é fraco. Entretanto existe coisas para se resgatar. O principal acerto do filme é fazer com que os eventos do filme anterior se transformasse em algo irrelevante. Tanto que as duas únicas menções visíveis a Branca de Neve no filme é através de um bizarro flashback e uma cena que uma dublê de corpo está chorando a frente do espelho. Além disso, se nota que quase todos do elenco ao invés de fazer um trabalho sério, segue o caminho de que tudo aquilo é brincadeira e que está fazendo o filme por diversão.

Os efeitos visuais do filme são um deslumbre. Muitas cenas ganharam até um frescor por causa do seu visual do que sua narrativa. Praticamente o climax final é que se vê praticamente onde foi o dinheiro da produção: para trazer Ravenna a vida. A cena é tão impressionante que mesmo para aquele que odiou o filme, não pode dizer o quanto essa cena é incrível. Fora isso, é como qualquer filme de produção que ao invés de trazer algo novo. Apenas segue uma triste e rígida cartilha.

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O Caçador e A Rainha do Gelo é mais um filme regular que aparece nos nossos cinemas. Está longe de ser muito ruim, porém não se pode classificar como um ótimo filme. Uma importante lembrança para aqueles que buscam um cinema refinado: Ideias interessantes, o filme tem. Entretanto quando não se tem uma história que ao mesmo tenta justificar tudo que acontece. É como o próprio cubo de gelo diante a um verão. Vai derreter e ser esquecido por todos.


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Nota: 5/10

João Paulo

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