Crítica .:: Nós, Eles e Eu (2015)

Por CLEBER ELDRIDGE.

Sabe aquelas noticias que quase sempre estão estampadas nos jornais televisivos, aquelas noticias que envolvem os conflitos entre Israel e Palestina? Pois é, o filme Nós, Eles e Eu é muito disso, é por lá que a sangrenta disputa por território é acompanhada de perto por sociólogos e historiadores de todo o mundo e o lado humanitário é o mais preocupante. O cinemas retratou, o conflito por diversas óticas, tanto fictícias quanto documentais, o diretor argentino Nicolás Avruj vê sua viagem à Israel, para visitar um primo e se reconectar com suas tradições, se transformar em uma experiência realista e brutal que pode mudar para sempre os seus preceitos pessoais.

O diretor se aventura no lado árabe, sem revelar sua identidade judia ser revelada. Ele fica hospedado na casa de uma família de gaza, ouve sobre as dificuldades em conseguir mantimentos e gasolina, que são enviadas de Israel;conhece pessoas que perderam lares e familiares atingidos pelos mísseis;questiona a legitimidade do território israelense e se choca com discursos extremistas de ambas as partes. Mas se engana quem relacione essa decisão a tentativa de manter a qualidade jornalística dos relatos. Ele também se encontra perplexo e confuso diante da situação.

Nicólas tem o privilégio de transitar pelos dois lados com liberdade. Ele se depara com israelenses que lutam pela liberdade da palestina, e com aqueles que sequer reconhecem a legitimidade da nação. Esbarra com militantes ferrenhos palestinos, e com aqueles que não conseguem medir a dimensão do conflito.

Nós, Eles e Eu é um experimento cinematográfico. Avruj vai além do formato tradicional de documentário e faz um diário de bordo de sua viagem à Israel para visitar um primo. As filmagens em baixa qualidade e os recortes brutos, sem preocupação técnica, contribuem para o tom informal e de retrato pessoal presente no filme, tudo fica por ai, o filme não é dos mais agradáveis.

Nota .:: 6.0

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