CRÍTICA: NINGUÉM DESEJA A NOITE (2016)

Por Rafael Yagami

2estrelasGroenlândia, 1908. Josephine Peary é uma expedicionária que viaja ao Polo Norte em busca de seu marido, desbravador. Dona de fortes convicções sobre a vida e o seu trabalho, ela muda por completo sua visão do mundo após um inesperado encontro com a esquimó Allaka.

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Dirigido pela espanhola Isabel Coixet, conhecida por “A Vida secreta das palavras” trás muita beleza e sutileza para seu mais novo trabalho. Lindos planos abertos, usa muito bem toda a grandeza da paisagem a favor do filme. Um pouco longo demais e no terceiro ato o filme perde totalmente sua força, um pouco pela mudança de tom e a trama ficar estagnada.

No elenco temos a grande Juliette Binoche, uma das melhores atrizes francesas em exercício e ganhadora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por “O Paciente Inglês” aqui apresenta um trabalho convincente e se torna a melhor coisa do filme, principalmente no primeiro ato onde há tanta sutileza e leveza na sua atuação. A japonesa Rinko Kikuchi conhecida por “Babel” desempenho que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz, aqui a é mal escalada e mal dirigida, o potencial existe, mas faltou uma força que pareceu estar oculta. Gabriel Byrne e Matt Salinger apresentam um trabalho esquecível.

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Nobody Wants the Night no original tem uma beleza incrível e conteúdo pobre, as atrizes levantam a produção e não deixam ela cair na vergonha, mas a trama é muito bagunçada e o roteiro é muito batido, transformam essa produção em algo muito esquecível.


RAFAEL YAGAMI
RAFAEL YAGAMI

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