CRÍTICA: NEGÓCIO DAS ARÁBIAS (2016)

Por Rafael Yagami

Durante a recessão nos Estados Unidos, um homem de negócios falido procura recuperar suas perdas financeiras viajando para a Arábia Saudita, a fim de vender sua ideia “genial” para um monarca que está construindo um enorme complexo no meio do deserto.

A direção fica a cargo de Tom Tykwer, conhecido pelos excelentes “Corra Lola, Corra” e “Trama Internacional” aqui o diretor mais uma vez entrega um ótimo trabalho de direção, a trama é fluida e bem estruturada. As passagens de tempo são sutis aos olhos do público, além é claro do bom jogo de câmera e ritmo dramático.

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O roteiro que foi escrito pelo próprio diretor, baseado na obra de Dave Eggers, pode se dizer que é um dos principais problemas do filme, basicamente é uma trama bem fraca e ainda bem desinteressante, mesmo sendo conduzida de forma boa e com ótimas atuações, fica por baixo aquela sensação de história fraca. Nem todos os personagens são bem desenvolvidos e outros estão ali apenas para cumprir roteiro.

No elenco temos um dos atores mais queridos e poderosos de Hollywood, Tom Hanks ótimo como sempre, cheio de maneirismos e carisma, carrega o filme nas costas, é sempre interessante observa-lo, até mesmo quando faz besteira. A britânica Sarita Choudhury, também ótima em cena, aparece sem muito destaque e depois marca seu lugar, o seu relacionamento com Tom é convincente e tem química. Ben Whishaw, o “Q” dos novos 007, não tem muito tempo para trabalhar, logo seu personagem é esquecível.

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A Hologram for the King no original, ganhou no Brasil esse titulo bobo, tem uma boa direção, um bom ritmo, tem cenas lindas como, por exemplo, uma cena envolvendo dois personagens e um mergulho e o começo. Não tem a melhor trama do mundo, porém o seu elenco lindo competente já é um atrativo para assistir a produção.


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Nota: 7.5/10

Rafael Yagami

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