CRÍTICA: MULHER-MARAVILHA (2017)

Por Alysson Melo

 

“Esse longa será o começo de uma nova era para o universo DC, onde ele pode ser tão bom quanto o universo já consagrado Marvel.”

Muito se falou sobre quando teríamos um filme solo da Mulher Maravilha e após muitos e muitos anos, esse desejo virou realidade através das mãos do diretor e roteirista Zack Snyder que trouxe a ideia original e que nas mãos de Allan Heinberg faz o roteiro aqui. Mesmo após varias reformulações a equipe Warner trouxe para o universo DC atores a altura de seus personagens dos quadrinhos tão amados e queridos pelo público. A nova era se iniciou primeiramente pelo Filme “Homem de Aço” interpretado pelo Henry Cavill onde mostra a origem do Superman, em seguida tivemos “Batman vs Superman” introdução do ator Ben Afleck como Batman e o longa mostra o duelo entre eles, mas que foi criticado pela critica especializada, mas amado pelo fãs e nerds dos quadrinhos , por último tivemos o “Esquadrão Suícida” que foi massacrado pela critica e público no ano passado. Então se posicionou uma certa apreensão de como poderia ser esse filme sobre a Mulher Maravilha e se a Warner iria dessa vez acertar e fazer um longa que tivesse a altura da icónica e querida Wonder Woman . O mistério acabou e podemos respirar aliviados porque o filme é muito bom.

A história conta a vida da jovem Diana que antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era uma princesa das Amazonas, treinada logo desde quando era pequena para ser uma guerreira imbatível, mesmo a contragosto de sua mãe e rainha da localidade em que viviam. Por ter sido criada em uma paradisíaca ilha afastada de tudo, ela não tem muito conhecimento sobre a vida fora da ilha, nesse meio tempo ela acaba salvando a vida de um piloto Steve Trevor acidentado na praia e com ele traz consigo todas as questões sobre combater uma guerra sem precedentes que está se espalhando pelo mundo e, certa de que pode parar o conflito, decide deixar sua mãe e seu povo pela primeira vez. Travando uma guerra para acabar com todas guerras, Diana toma ciência do alcance de seus poderes e de sua verdadeira missão na Terra.

© 2016 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved.

A direção ficou por conta da diretora Patty Jenkins que estreou no longa “Monster- Desejo assassino”(2005), na qual também foi a roteirista e foi sucesso de público e critica especializada, após seu primeiro projeto ela desde então vem dirigindo episódios de várias séries de TV como: “Entourage-Fama e Amizade”, “The Kiling (US)” e seu trabalho mais recente foi a direção do episódio piloto da série “Betrayal”(2013). Assim como seu primeiro filme, aqui ela se mostra mais madura e com uma grande evolução comparado ao seu inicio de carreira e nos apresenta uma direção bem orgonometrada e bem conduzida, Patty foca desde nos pequenos detalhes como em locações, objetos em cena , cenários, atuações e trabalho de produção – que resultou num aspecto bem impecável e trazidos ao público de maneira bem electrizante ao mesmo tempo que emociona e conduz uma história tão importante no universo dos quadrinhos.

A protagonista que é interpretada pela já conhecida Gal Gadot que teve a personagem Mulher-Maravilha apresentada no Universo DC no longa “Batman vs Superman”(2016), aqui ela tem um filme para chamar de seu e sendo assim poder mostrar todo o seu talento e carisma como atriz, no longa anterior tivemos um gostinho do que viria a ser sua personagem, mas em seu filme solo Gal mostra que sim pode viver a Mulher-Maravilha” e ser reconhecida como tal, ela carrega o filme de uma maneira que impressiona e nos faz ficar encantados pela sua forma de atuar e interpretar uma personagem tão especial para quem é fã do universo dos quadrinhos, além de dar conta da boa parte das cenas que envolvem ação e luta, seu lado guerreira e humana também é mostrado. Seu parceiro de cena vivido pelo ator Chris Pine que interpreta o piloto Steve Trevor, atua bem de maneira satisfatória e que dá o tom de humor para a filme, com vários alívios cômicos e sua presença em tela junto a amazona possuem uma boa química e que agradará o público. Podemos destacar também David Thewlis vivendo o personagem Sir Patrick que tem grande e importante presença na narrativa e a atriz Robin Wright que interpreta a valente personagem general  Antiope que mesmo com pouco tempo em cena dá conta do recado para o que pedia a personagem.

© 2016 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved.

O roteiro a cargo de Allan Heinberg que escreveu o roteiro adaptado da ideia original de Zack Snyder. Allan que teve seu primeiro trabalho como roteirista em episódios de séries de TV como “The Naked Truth”(1997), “Sex and the city”(2000), “Gilmore Girls”, “The O.C.”(2003), “Greys Anatomy”(2004), seu projeto mais recente foi um episódio da série “Looking”(2014). Com a ajuda do diretor e roteirista Snyder, o roteirista conseguiu trazer uma história bem escrita e montada que molda perfeitamente a história sobre a Mulher-Maravilha e com louvor.

A direção de fotografia é comandada pelo Matthew Jensen, onde anteriormente comandou a fotografia dos filmes: “Poder sem Limites”(2012) e “Quarteto Fantástico”(2015) aqui ele traz toda uma fotografia que se baseia nos tempos antigos para mostrar uma história sobre origem, com temas claros e cores atemporal, como mescla com temas mais escuros e sombrios envolvendo as cenas de ação e luta. A trilha sonora é outro destaque o compositor Rupert Gregson-Williams que compôs a música pro longa, ele recentemente comandou musicas para o filmes ” Até o último Homem” e “A lenda de Tarzan”ambos filmes de 2016. Para a Mulher-Maravilha ele criou um tema bem atual que foca nos contrastes de baladas instrumentais que denotam e que criam uma certa tensão que se encaixam bem dentro da narrativa em tons mais altos e fortes. Os efeitos especiais estão bem feitos e dão o tom certo ao que a narrativa pedia e faz bom uso da tecnologia atual e para uma imensidão de efeitos visuais e cenas de combate envolvendo explosões e tiros.

© 2016 Warner Bros. Ent. All Rights Reserved.

Mulher-Maravilha é um filme criado não só para os fãs da amazona, mas também para todos que apreciam a uma boa história contada de maneira correta e bem montada, possui temas como confiar no próximo, amizade, lealdade, lutar pelo que acredita e o poder do amor e com ele poder mover fronteiras. Essa história agradará o público por sua longevitude e por trazer uma ótima aventura que também emociona e nos faz ficar encantados pela personagem. Aqui se inicia uma nova etapa no universo Warner-filmes onde a confiança deixada ao público influenciará aos novos projetos baseados nos quadrinhos e com esse longa será o começo de uma nova era para o universo DC, onde ele pode ser tão bom quanto o universo já consagrado Marvel.

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AUTOR DO TEXTO: 

ALYSSON MELO

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