CRÍTICA MR. CHURCH (2016)

Por: Rafael Mayrink

Em uma história emocionante, com atuações fortes. Mr. Church se torna um dos melhores filmes de 2016 até agora.

Neste longa temos Eddie Murphy interpretando Church um cozinheiro que começa a trabalhar para Marie (Natascha McElhon) uma mãe solteira que descobre estar com câncer de mama e seu novo namorado é casado, mas que para compensar ele decide pagar alguém para cozinhar para a família durante os 6 meses de vida restante da matriarca. Mas quando ela surpreende a todos sobrevivendo por treze anos e assim, se tornando como membro da família o cozinheiro temporário.

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A história consegue agradar a todos deste o primeiro minuto. Isso porque o roteiro não quer que o público sinta pena, outro ponto positivo é que não te dá muitas explicações dos acontecimentos, mas ao mesmo tempo não tem como não sentir próximo de cada um dos personagens, nem mesmo de alguns secundários. Todos tem sua importância. E isso é mérito do diretor Bruce Beresford (Conduzindo Miss Daisy)  que aqui mais uma vez consegue fazer com que seus atores consiga expressar e vivenciar cada momento de modo real, tudo é muito palpável.

O elenco afiadíssimo. McElhon tem o seu momento brilho, consegue sempre transmitir sua fragilidade nos situações de dor, mas ao mesmo sempre demonstrando sua preocupação e amor pela filha. Britt Robertson interpreta Charlotte e ela esta muito a vontade com o papel e sua interpretação consegue ser O.K. mas em alguns  sendo apagado pelo restante. Mas quem rouba a cena é o Murphy, em um dos poucos papeis que ele faz de um modo contido, conseguindo surpreender pela sua interpretação até nos temas mais pesados. É impossível não sentir nenhum tipo de empatia ou querer descobrir mais sobre aquele personagem.

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O que o roteiro começa fazendo bem, torna-se cansativo depois de um certo tempo. O filme não te da muitas respostas, ele não se preocupa muito com o mundo lá fora, focando apenas no relacionamento entre a família e seu cozinheiro, deixando assim algumas pontas soltas. A trilha sonora é vibrante, que vai do Jazz até música clássica e sempre nos momentos certos. E com uma bela fotografia, com uma paleta de cor amarelada dourada, que traz o charme dos anos 70.

Mesmo que possa ser uma história boba. Mr. Church consegue fazer rir, chorar e perceber, em um momento difícil que vivemos atualmente, que família, é muito mais do que sangue, é amar e ser amado.

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Rafael Mayrink
Rafael Mayrink

 

 

Nota 9,5/10

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