CRÍTICA: MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR (2017)

Por Rafael Yagami

3estrelasBlack trilha uma jornada de autoconhecimento enquanto tenta escapar do caminho fácil da criminalidade e do mundo das drogas de Miami. Encontrando amor em locais surpreendentes, ele sonha com um futuro maravilhoso.

Barry Jenkins comanda a produção com mãos de ferro e muito cuidado com o jogo de câmera e principalmente no visual. O filme é dividido em três atos, havendo muita inconsistência entre a passagem de um para o outro e o ritmo fica muito pesado conforme a produção caminha para lugar nenhum praticamente.

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O roteiro escrito pelo próprio diretor é pouco eficiente no desenvolvimento de seus personagens, os coadjuvantes são os maiores prejudicados, roteiro não entrega muito espaço para trabalharem e se enraizarem na trama. A pegada aqui é um relato sobre a vida, sem nenhuma grande reviravolta ou momentos grandiosos, porém em matéria de roteiro falta algo que para condensar todo esse universo, mesmo sendo um filme longo a sensação que fica no final é que nada aconteceu nessas quase duas horas de projeção.

No elenco temos um espetáculo, o personagem Black teve três atores para interpreta-lo, os dois jovens são ótimos, porém o destaque fica para a fase adulta vivida por Trevante Rhodes, expressivo e muito carismático, mesmo em seu pouco tempo em cena. Naomie Harris é a melhor coisa da produção, mesmo não desenvolvida tem uma personagem interessante e extremamente odiosa. Mahershala Ali e Janelle Monáe ambos maravilhosos e aparecem menos de cinco minutos, um pecado não ter mais espaço para ambos em cena.

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Moonlight no original é um filme necessário e importante para a representatividade, porém tem um roteiro pouco interessante e muito corrido em seus personagens, direção funcional e com um elenco maravilhoso. Como experiência cinematográfica falto algo, algo importante e muito necessário, mas é comovente na medida do possível.


RAFAEL YAGAMI
RAFAEL YAGAMI

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